Frio e tempo seco aumentam casos de doenças respiratórias no inverno em Goiás

A junção entre frio e tempo seco tem aumentado os casos de doenças respiratórias no inverno em Goiás. Além disso, o estado já registra quase 5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apenas nos primeiros cinco meses do ano.
Segundo dados do Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Goiás soma 4.996 casos da doença em 2026. Ao mesmo tempo, o país ultrapassa 3.500 mortes relacionadas às complicações respiratórias neste período.
Goiás mantém alto número de casos de SRAG
Apesar da situação de emergência em saúde pública declarada pelo Governo de Goiás, os registros de SRAG continuam elevados. Além disso, muitos casos envolvem Influenza e Covid-19.
De acordo com especialistas, o cenário exige atenção contínua. Dessa forma, o monitoramento dos casos se torna ainda mais importante para evitar agravamentos.
Doenças respiratórias se intensificam no outono-inverno
A pneumopediatra Camila Maia explica que o período entre abril e setembro favorece o aumento das infecções respiratórias.
Além disso, o tempo seco resseca as vias respiratórias e reduz a proteção natural do organismo. Enquanto isso, o frio leva mais pessoas a permanecerem em ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus.
Como resultado, doenças como bronquiolite, asma, sinusite, otite e pneumonia se tornam mais frequentes.
Especialista alerta para prevenção no inverno
A médica reforça que a prevenção reduz significativamente os riscos de complicações. Por isso, ela recomenda vacinação contra influenza, Covid-19 e pneumonia, conforme indicação médica.
Além disso, ela orienta manter higiene frequente das mãos e ambientes bem ventilados. Dessa forma, é possível reduzir a circulação de vírus e bactérias.
Hábitos simples ajudam a evitar infecções
A especialista também destaca medidas importantes no dia a dia. Assim, recomenda-se evitar contato próximo com pessoas gripadas, manter hidratação adequada e adotar alimentação equilibrada.
Além disso, dormir bem e evitar fumaça de cigarro ou queimadas ajuda a proteger o sistema respiratório. Ao mesmo tempo, o controle de doenças crônicas como asma e rinite também é essencial.
Uso de antibióticos exige atenção
A pneumologista alerta que nem toda febre ou tosse exige antibiótico. Portanto, a avaliação médica se torna fundamental antes de qualquer tratamento.
Segundo a especialista, muitas infecções têm origem viral e melhoram apenas com cuidados de suporte. Dessa forma, o uso inadequado de antibióticos pode causar resistência bacteriana e efeitos adversos.
Por fim, ela reforça que o atendimento médico deve ser buscado em casos mais graves ou persistentes.
