Aleto aprova proposta para ampliar participação de povos tradicionais nas políticas públicas

Os deputados estaduais aprovaram, durante a sessão desta terça-feira (9), um requerimento que solicita ao Governo do Tocantins a criação do Conselho Estadual de Povos e Comunidades Tradicionais.
A proposta partiu do deputado Gutierres Torquato (PSD) e recebeu apoio do plenário da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto).
Segundo os parlamentares, o novo conselho poderá ampliar a participação social dos povos tradicionais na formulação e no acompanhamento de políticas públicas.
Espaço para participação permanente
De acordo com o requerimento, o conselho funcionará como um espaço permanente de diálogo entre o poder público e representantes das comunidades tradicionais.
Além disso, a iniciativa busca fortalecer a participação desses grupos nas decisões governamentais. Dessa forma, os representantes poderão contribuir diretamente para a construção de políticas voltadas às suas necessidades.
Tocantins reúne diversos povos tradicionais
Na justificativa da proposta, Gutierres Torquato destacou que o Tocantins abriga 14 dos 28 segmentos de povos e comunidades tradicionais reconhecidos nacionalmente.
Entre eles estão povos indígenas, quilombolas, pescadores artesanais e quebradeiras de coco babaçu.
Segundo o deputado, essa diversidade sociocultural exige mecanismos institucionais que garantam representatividade e ampliem a participação desses grupos nos processos de decisão do Estado.
Acesso a programas e recursos federais
O texto também ressalta que a criação do conselho está alinhada ao Decreto Federal nº 6.040/2007.
Além disso, a medida poderá facilitar o acesso do Tocantins a programas, convênios e recursos federais destinados ao desenvolvimento sustentável, à segurança alimentar e à inclusão produtiva.
Por outro lado, a proposta ainda depende de avaliação e eventual implementação pelo Governo do Tocantins.
Fortalecimento cultural e ambiental
De acordo com o texto aprovado, a iniciativa representa um avanço na valorização dos conhecimentos tradicionais e na proteção ambiental.
Além disso, o conselho poderá contribuir para o fortalecimento territorial, cultural e social das comunidades tradicionais tocantinenses.
Por fim, os deputados defendem que a medida ajudará a construir políticas públicas mais inclusivas, participativas e alinhadas às realidades vividas por esses povos.
