Virginia Fonseca entra no radar da PF após movimentações milionárias; defesa nega irregularidades

A influenciadora Virginia Fonseca está no centro de uma apuração que analisa movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas ao seu nome. Segundo o jornal Extra, instituições financeiras enviaram relatórios ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Dessa forma, os documentos chegaram ao conhecimento da Polícia Federal.
De acordo com a publicação, uma comunicação do Banco Santander apontou que a empresa Talismã Digital, que pertencia a Virginia e ao cantor Zé Felipe durante o casamento, recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024.
Desse total, R$ 21,4 milhões chegaram por meio de 44 transferências via PIX. Além disso, outros R$ 1 milhão foram transferidos por TED.
Empresa chama atenção das autoridades
Um dos pontos analisados envolve a empresa AMP Pay Marketing e Negócios. Conforme os documentos citados pela reportagem, a companhia realizou cinco transferências que somam R$ 17,7 milhões.
O fato chamou atenção porque a empresa está enquadrada no Simples Nacional. Esse regime permite faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
Por outro lado, a defesa de Virginia afirma que todos os valores recebidos têm origem em contratos publicitários regulares. Além disso, os advogados sustentam que as operações possuem notas fiscais e foram declaradas aos órgãos competentes.
Crescimento dos negócios
Virginia possui pelo menos 38 empresas registradas em seu nome. A maior parte delas surgiu entre 2023 e 2024.
Nesse período, a influenciadora também se tornou sócia da We Pink. Segundo dados divulgados pela própria companhia, a marca faturou mais de R$ 1 bilhão em 2025.
Além de Virginia, a empresa tem como sócios Samara Cahanovich Martins, Thiago Stabile e o empresário chinês Chaopeng Tan.
Outras apurações
A reportagem também cita investigações relacionadas à divulgação de plataformas de apostas. Em depoimento à CPI das Bets, Virginia declarou que promove apenas empresas autorizadas a operar no país.
Outro nome mencionado é o de Karen Moura Tanaka, conhecida como “Japa do PCC”. Segundo a publicação, investigadores analisam possíveis conexões financeiras envolvendo negócios ligados à influenciadora.
Além disso, um galpão da empresa em Anápolis (GO) chegou a ser interditado pela Vigilância Sanitária por falta de autorizações exigidas pelos órgãos responsáveis.
Caso segue sem indiciamento
Até o momento, Virginia Fonseca não foi formalmente indiciada. As autoridades continuam analisando documentos e movimentações financeiras para verificar se existem elementos que justifiquem a abertura de um processo criminal.
Enquanto isso, a defesa da influenciadora mantém a posição de que todas as operações ocorreram dentro da legalidade e seguem devidamente documentadas.
