Projeto piloto de identificação neonatal atende 28 recém-nascidos e emite primeiras carteiras de identidade no Tocantins
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) concluiu, neste domingo (31), o projeto piloto de identificação neonatal realizado no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas. Durante os três dias de ação, o Instituto de Identificação cadastrou biometricamente 28 recém-nascidos. Além disso, duas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas e entregues às famílias.
A iniciativa teve como principal objetivo avaliar a tecnologia e os procedimentos necessários para implantar a identificação civil ainda nos primeiros dias de vida. Dessa forma, o projeto buscou testar a viabilidade do sistema e preparar sua futura ampliação no estado. Ao mesmo tempo, a ação permitiu analisar o funcionamento dos equipamentos e dos protocolos de atendimento em ambiente real.

Coleta biométrica e testes operacionais
Ao longo da ação, equipes do Instituto de Identificação realizaram a coleta de dados biométricos dos bebês. Entre as informações registradas estão imagens faciais, imagens perioculares da íris e impressões digitais.
Além da captura dos dados, os profissionais analisaram os fluxos de atendimento e verificaram a integração dos sistemas utilizados. Com isso, foi possível avaliar o desempenho da tecnologia em um ambiente hospitalar. Da mesma forma, a equipe identificou ajustes necessários para futuras ampliações do projeto.
Segundo a SSP/TO, o projeto permitiu testar todas as etapas do cadastramento biométrico neonatal. Nesse sentido, o processo incluiu desde o atendimento aos pais e responsáveis até a coleta das informações necessárias para a emissão do documento de identidade. Consequentemente, os técnicos puderam validar procedimentos e aperfeiçoar o fluxo de trabalho.
Segurança e identificação desde o nascimento
De acordo com a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon, os resultados obtidos demonstraram a viabilidade da identificação neonatal no Tocantins. Além disso, a experiência reforçou a importância da documentação civil desde os primeiros dias de vida. Por isso, o órgão já trabalha para ampliar a iniciativa em outras unidades.
“Os resultados foram positivos e confirmaram a viabilidade da identificação neonatal no Tocantins. Já estamos em processo de aquisição do sistema para ampliar essa iniciativa. Além de garantir o acesso à documentação civil desde os primeiros dias de vida, a biometria neonatal representa um importante avanço na segurança dentro das maternidades, contribuindo para prevenir situações como a troca e tráfico de bebês, além de fortalecer a identificação dos recém-nascidos”, destacou.
Próximos passos
Com a conclusão do projeto piloto, a Secretaria da Segurança Pública avalia a ampliação da iniciativa para outras unidades de saúde do estado. Assim, a expectativa é que a identificação biométrica neonatal contribua para fortalecer a cidadania e ampliar o acesso à documentação civil. Além disso, a medida poderá aumentar a segurança nas maternidades tocantinenses. Dessa maneira, o Estado pretende oferecer mais proteção aos recém-nascidos e mais tranquilidade às famílias.
