Cultura encerra participação na Agrotins com arte e identidade tocantinense
Após cinco dias de programação cultural, o Pavilhão da Cultura encerrou sua participação na Agrotins 2026 com destaque para a valorização artística e o fortalecimento da economia criativa. O espaço foi organizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). As atividades ocorreram entre os dias 12 e 16 de maio, no Parque Agrotecnológico Engenheiro Agrônomo Mauro Mendanha, em Palmas.
Durante a feira, os visitantes participaram de oficinas, mentorias, apresentações musicais e exposições artesanais. Além disso, o pavilhão realizou atendimentos relacionados à Carteira Nacional do Artesão e à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Dessa forma, artistas, artesãos e gestores culturais receberam orientações e suporte técnico. Ao mesmo tempo, a programação aproximou o público da diversidade cultural tocantinense. Assim, o espaço se consolidou como um dos pontos de encontro da cultura regional dentro da Agrotins.

Programação destacou diversidade cultural do Tocantins
Com uma programação diversificada, o Pavilhão da Cultura promoveu apresentações artísticas, receptivos culturais e oficinas formativas. Além disso, o espaço recebeu ações ligadas à economia criativa e aos saberes tradicionais. Assim, visitantes de diferentes municípios puderam conhecer mais sobre a cultura regional. Da mesma forma, turistas e estudantes participaram de atividades interativas durante todos os dias da feira.
Logo na entrada, os grupos Taboka Grande, Circo Os Kaco, TrupeAçu e Cia Final Feliz deram as boas-vindas ao público. Durante toda a feira, eles realizaram intervenções culturais e atividades interativas. Enquanto isso, os visitantes participaram de experiências culturais e atividades educativas. Além de entreter, os grupos contribuíram para aproximar o público das manifestações culturais do Tocantins.
Ao mesmo tempo, a programação musical movimentou diariamente o palco da Secult. Artistas tocantinenses de diferentes estilos participaram das apresentações. Entre os nomes presentes estiveram Renata Alves, Guilherme Oliveira e Banda Xotear, Mário Sérgio, Aramys Rocha dos Santos, DiSouza, Cleyton Farias, Bate Palmaí, Jamilly Lima e Rafa do Piseiro. Com isso, ritmos regionais e populares ganharam espaço na maior feira agrotecnológica da Região Norte. Além disso, o público acompanhou apresentações que valorizaram os talentos locais.
Um dos momentos de destaque foi a estreia da banda Bate Palmaí no palco da Secult durante a Agrotins. Segundo o baterista e fundador do grupo, José Marques, a experiência foi marcante.
“Participar pela primeira vez do palco da Secult na Agrotins foi especial para a nossa trajetória. A energia do público e a valorização dos artistas tocantinenses fizeram dessa apresentação uma experiência inesquecível para todos nós”, afirmou.

Oficinas fortaleceram produção cultural e artesanato
Além das apresentações culturais, o público participou de oficinas e mentorias voltadas ao fortalecimento do artesanato tocantinense. As atividades também incentivaram a produção cultural no Estado. Dessa maneira, artesãos e produtores culturais receberam orientações sobre capacitação e valorização profissional. Ao longo da programação, os participantes também tiveram acesso a informações sobre políticas públicas culturais.
Entre os destaques estiveram as orientações sobre adesão à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). As atividades foram conduzidas por Jean Carlos Silva e Bruno Barreto. Além disso, os participantes esclareceram dúvidas sobre editais e mecanismos de incentivo cultural. Dessa forma, os municípios ampliaram o acesso às informações sobre a política nacional.
Da mesma forma, Bruna Oliveira ministrou uma oficina sobre fotografia e valorização do artesanato em editais culturais. Já Renata Brum Pivari apresentou atividades sobre branding, identidade artesanal e valorização comercial das peças. Assim, os participantes aprenderam estratégias para ampliar a divulgação dos produtos artesanais. Além disso, as mentorias incentivaram o fortalecimento da economia criativa no Tocantins.

Outro momento importante foi a participação dos idosos da Universidade da Maturidade (UMA), vinculada à Universidade Federal do Tocantins (UFT). Eles realizaram apresentações de dança e compartilharam experiências culturais com os visitantes. Além de promover integração, a atividade reforçou a valorização dos saberes tradicionais. Do mesmo modo, o público acompanhou momentos de troca de experiências entre gerações.
Mestres artesãos aproximaram público das tradições tocantinenses
O Espaço Saber Fazer – Mestres Artesãos foi um dos ambientes mais visitados da programação. O local aproximou o público das técnicas tradicionais do artesanato tocantinense. Além disso, os visitantes puderam acompanhar demonstrações ao vivo durante toda a feira. Dessa maneira, o espaço fortaleceu a valorização do artesanato regional.
Participaram das atividades os artesãos Elpídio de Paula Neto, Wanderley Batista de Carvalho, Tereza Alves dos Santos e Durvalina Ribeiro de Sousa. Eles apresentaram técnicas produzidas com matérias-primas típicas do Tocantins. Entre elas estavam capim-dourado, buriti e palha de babaçu. Dessa forma, o público conheceu de perto o processo de produção artesanal. Além disso, os visitantes puderam esclarecer dúvidas sobre as técnicas utilizadas pelos mestres artesãos.
Referência na arte em capim-dourado, Durvalina Ribeiro destacou a importância da iniciativa para preservar a tradição cultural do Estado.
“Participar da Agrotins através da Secult é uma oportunidade muito importante para mostrar o nosso trabalho e manter viva a tradição do artesanato tocantinense. O capim-dourado carrega a nossa história, nossa ancestralidade e nossa identidade cultural”, ressaltou.

Sustentabilidade e ancestralidade também marcaram a programação
A programação do Pavilhão da Cultura também contou com atividades voltadas à sustentabilidade. O público acompanhou oficinas sobre biojoias, tingimento ecológico, pintura corporal indígena e grafismos naturais. Além disso, as ações incentivaram o debate sobre preservação ambiental e ancestralidade. Ao mesmo tempo, as atividades reforçaram a valorização da sociobiodiversidade tocantinense.
As atividades foram conduzidas por Marileide Carvalho e Armando Sõpre Xerente. Enquanto isso, os participantes acompanharam demonstrações ligadas aos saberes indígenas e às práticas sustentáveis. Com isso, o público teve acesso a experiências ligadas à cultura tradicional e ao meio ambiente.
O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, avaliou de forma positiva a participação da pasta na Agrotins 2026. Segundo ele, o espaço fortaleceu a valorização da cultura tocantinense. Além disso, o secretário destacou a participação do público nas atividades culturais.
“Encerramos essa Agrotins com a certeza de que a cultura tocantinense ocupou um lugar de destaque dentro da feira. O Pavilhão da Cultura foi um espaço vivo, de encontro, formação, valorização dos nossos artistas e fortalecimento da economia criativa”, destacou.
Além do secretário, também participaram da programação o secretário-executivo Matheus Martins, a superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Ana Cláudia Batista, e demais servidores da Secult.

Durante os cinco dias de evento, o espaço recebeu visitantes de diferentes municípios. Entre eles estavam estudantes, gestores culturais, produtores, artesãos e turistas. Dessa maneira, a programação reforçou a identidade cultural do Tocantins e aproximou o público das tradições regionais. Além disso, o Pavilhão da Cultura consolidou a presença da arte e da cultura dentro da Agrotins 2026.
