Restituição do Imposto de Renda 2026: consulta ao maior lote da história começa nesta sexta-feira
A consulta ao primeiro lote da restituição do Imposto de Renda 2026 será liberada pela Receita Federal nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas. Além disso, este é o maior lote já pago na história do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e inclui restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, mais de 8,7 milhões de contribuintes receberão créditos que somam R$ 16 bilhões. Enquanto isso, os pagamentos começarão em 29 de maio, mesma data em que termina o prazo para envio da declaração.
Quem tem prioridade na restituição do Imposto de Renda 2026
Do valor total liberado, cerca de R$ 8,64 bilhões serão destinados aos grupos prioritários definidos pela Receita Federal.
Entre os beneficiados estão:
256.697 contribuintes com mais de 80 anos;
2.256.975 contribuintes entre 60 e 79 anos;
222.100 pessoas com deficiência física, mental ou doença grave;
1.054.789 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério;
4.959.431 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram pelo recebimento via Pix.
Além disso, a Receita mantém a prioridade para quem adota ferramentas digitais que facilitam o processamento das declarações.
Calendário da restituição do Imposto de Renda 2026
A Receita Federal programou quatro lotes de pagamento para este ano. Dessa forma, os contribuintes poderão acompanhar as liberações conforme o cronograma oficial.
Confira as datas:
1º lote: 29 de maio;
2º lote: 30 de junho;
3º lote: 31 de julho;
4º lote: 28 de agosto.
Como consultar a restituição do Imposto de Renda 2026
Assim que a consulta estiver disponível, o contribuinte deverá acessar o portal da Receita Federal.
Em seguida, basta clicar na opção “Meu Imposto de Renda” e selecionar “Consultar a Restituição”.
Além disso, o sistema permite verificar o extrato completo da declaração por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). Caso o contribuinte identifique alguma inconsistência, poderá enviar uma declaração retificadora para corrigir os dados.
Por outro lado, quem prefere utilizar dispositivos móveis também pode consultar as informações pelo aplicativo oficial da Receita Federal para smartphones e tablets.
O que fazer se houver erro nos dados bancários
A Receita Federal realiza depósitos apenas em contas bancárias de titularidade do contribuinte. Por isso, erros nos dados informados podem impedir o crédito da restituição.
Nesses casos, o contribuinte poderá solicitar o reagendamento do pagamento junto ao Banco do Brasil pelo prazo de até um ano após a primeira tentativa de depósito.
O procedimento pode ser realizado pelo portal do banco ou pelos seguintes telefones:
4004-0001 (capitais);
0800-729-0001 (demais localidades);
0800-729-0088 (atendimento para deficientes auditivos).
Para concluir a solicitação, será necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Como saber se a declaração caiu na malha fina
Além da consulta à restituição, o contribuinte também pode verificar se a declaração apresenta pendências.
Para isso, deve acessar o e-CAC utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. Depois, é necessário entrar na área “Declarações e Demonstrativos”, selecionar “Meu Imposto de Renda” e consultar a declaração de 2026.
Nesse ambiente, a Receita informará se a declaração foi processada normalmente ou se entrou na chamada malha fina.
Caso exista alguma divergência, o sistema apontará o motivo da retenção. Assim, o contribuinte poderá corrigir informações incorretas por meio de declaração retificadora ou aguardar a regularização dos dados pela fonte pagadora.
Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2026
Devem apresentar a declaração os contribuintes que se enquadrarem em pelo menos uma das situações previstas pela Receita Federal.
Entre elas estão:
Rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025;
Rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
Operações em bolsa de valores acima de R$ 40 mil;
Receita bruta rural superior a R$ 177.920;
Patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
Rendimentos provenientes do exterior;
Posse de trust ou bens controlados no exterior;
Atualização de imóveis com tributação diferenciada prevista na legislação.
Por fim, a Receita recomenda que os contribuintes entreguem a declaração dentro do prazo para evitar multas e garantir o recebimento da restituição o mais rapidamente possível.
