A Comissão Mista do Congresso Nacional aprovou o parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União) sobre a Medida Provisória 1.334/26, que redefine as regras de atualização do piso salarial nacional do magistério público da educação básica.
Além disso, o relatório mantém o reajuste de 5,4% para 2026 e eleva o piso nacional dos professores para R$ 5.130,63.
Novo modelo prevê inflação mais ganho real
O parecer estabelece uma nova fórmula de reajuste anual para o piso do magistério.
Segundo o texto, o cálculo considerará a inflação medida pelo INPC somada a 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos.
Além disso, a proposta fixa um reajuste mínimo equivalente à inflação e cria um teto ligado ao crescimento das receitas do fundo.
De acordo com a relatora, a medida busca reduzir oscilações e garantir maior previsibilidade para estados e municípios no planejamento das redes de ensino.
Dorinha defende valorização dos professores
Durante a apresentação do relatório, Dorinha afirmou que o Brasil ainda remunera mal os profissionais da educação quando comparado a outros países.
Por isso, ela defendeu políticas que valorizem a carreira docente e fortaleçam a educação pública.
“O Brasil ainda está entre os países que pior remuneram professores. Melhorar salários e tornar a carreira mais atrativa é essencial para elevar a qualidade da educação pública”, afirmou a senadora.
Além disso, a parlamentar alertou para o risco de apagão de professores no país caso não ocorram avanços na valorização da categoria.
Relatório amplia transparência no cálculo do piso
O parecer também determina que o Ministério da Educação publique anualmente toda a memória de cálculo usada para definir o reajuste do piso nacional.
Além disso, Dorinha acolheu emendas que ampliam a transparência das regras e garantem a aplicação do piso também aos professores temporários.
Segundo a relatora, a medida fortalece o controle público sobre os critérios utilizados no reajuste salarial.
Texto seguirá para análise da Câmara
Após a aprovação na Comissão Mista, a proposta seguirá agora para análise da Câmara dos Deputados.
Caso o Congresso aprove o texto final, as novas regras passarão a valer para os próximos reajustes do piso nacional do magistério.
Redator freelance para o portal Surgiu, com atuação em produção, edição e gestão de conteúdo. Possui domínio de ferramentas de criação, revisão e publicação de textos, com foco em qualidade, clareza e engajamento.