Conheça o Projeto de Lei que queria reconhecer estágio como experiência profissional
O Projeto de Lei nº 2762, de 2019, ganhou destaque nacional após propor uma mudança importante na Lei do Estágio.
Na prática, a proposta queria reconhecer oficialmente o estágio realizado por estudantes como experiência profissional. Além disso, o texto também previa que essa experiência pudesse valer em concursos públicos.
O deputado federal Flávio Nogueira apresentou o projeto originalmente na Câmara dos Deputados. Depois disso, a matéria avançou no Congresso Nacional e chegou ao Senado Federal.
O que dizia o PL 2762/2019
A proposta alterava a Lei nº 11.788, de 2008, conhecida como Lei do Estágio.
O texto acrescentava dois novos parágrafos à legislação. Dessa forma, o estágio passaria a valer como experiência profissional.
Além disso, o projeto determinava que o poder público regulamentaria as situações em que candidatos poderiam usar o estágio em concursos públicos.
Objetivo era ajudar jovens no mercado de trabalho
Segundo a justificativa do projeto, muitos jovens enfrentam dificuldades para conseguir emprego justamente pela falta de experiência profissional.
Por isso, a proposta buscava valorizar o estágio como forma prática de preparação para o mercado de trabalho.
De acordo com informações do Senado Federal, o projeto também pretendia ampliar oportunidades para estudantes e recém-formados.
Projeto avançou no Congresso
O PL 2762/2019 avançou pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, recebeu aprovação em comissões do Senado Federal.
Entre elas, a Comissão de Educação e Cultura aprovou parecer favorável ao texto em 2023. Depois disso, o plenário do Senado aprovou a proposta em abril de 2026.
Durante a tramitação, parlamentares defenderam a ideia. Segundo eles, o estágio já representa vivência prática dentro de empresas e órgãos públicos.
Lula vetou a proposta
Apesar da aprovação no Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto nesta semana.
Segundo o governo federal, a proposta descaracterizaria o caráter pedagógico do estágio. Além disso, o Executivo afirmou que a medida poderia comprometer critérios usados em concursos públicos.
O governo também apontou possível inconstitucionalidade da proposta por questões relacionadas à autonomia de estados e municípios.
Agora, o Congresso Nacional ainda analisará o veto presidencial. Dessa maneira, deputados e senadores decidirão se mantêm ou derrubam a decisão presidencial.
