Dólar fecha abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez em mais de dois anos

O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 nesta sexta-feira (8), pela primeira vez desde janeiro de 2024. A moeda norte-americana encerrou o dia em queda, cotada a R$ 4,8939, segundo dados de mercado.
Esse foi o menor valor de fechamento desde 15 de janeiro de 2024, quando a cotação ficou em R$ 4,8662. Na sessão desta sexta, o dólar chegou a atingir mínima de R$ 4,8910.
Na semana, a moeda acumulou queda superior a 1% frente ao real. No ano, o dólar também registra forte desvalorização, enquanto o real aparece entre as moedas de melhor desempenho no período.
Mercado acompanha tensão em Ormuz
A queda do dólar ocorreu em meio à atenção dos investidores sobre a escalada militar no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Nesta sexta-feira, veículos internacionais informaram novos episódios de tensão entre Estados Unidos e Irã na região. Segundo a CNN, forças americanas desabilitaram dois petroleiros iranianos que teriam tentado furar o bloqueio no estreito.
A crise no Oriente Médio mantém o mercado global em alerta, principalmente pelo impacto potencial sobre o petróleo. Qualquer interrupção prolongada em Ormuz pode pressionar combustíveis, inflação e atividade econômica.
Cessar-fogo segue sob pressão
Os novos incidentes ocorrem mesmo após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. A trégua foi anunciada em abril e depois prorrogada pelo presidente Donald Trump.
Apesar disso, a região segue instável. Relatos de ataques e respostas militares aumentam a percepção de risco entre investidores.
Ainda assim, no mercado doméstico, o real manteve força nesta sexta-feira. A combinação de fluxo financeiro, expectativa sobre juros e movimento externo ajudou a moeda brasileira.
Dólar tem menor nível desde janeiro de 2024
O fechamento abaixo de R$ 4,90 marca um ponto relevante para o câmbio brasileiro. A última vez que a moeda havia encerrado nesse patamar foi em janeiro de 2024.
Para consumidores, a queda pode aliviar custos de produtos importados e viagens internacionais. No entanto, os efeitos dependem da duração do movimento e do repasse ao mercado.
Analistas seguem atentos aos próximos capítulos da crise no Oriente Médio e aos indicadores econômicos dos Estados Unidos.
