Investigação sobre possível estupro em frente a viatura segue sem conclusão há dois meses em Palmas (TO)

Mais de dois meses após o registro de um suposto estupro em frente à base de segurança da Guarda Metropolitana, na Praia da Graciosa, em Palmas, o inquérito policial do caso continua sem conclusão. A Polícia Civil informou que apura a ocorrência como estupro de vulnerável.
O caso foi registrado em 15 de fevereiro de 2026. Segundo as informações divulgadas, uma mulher com sinais de embriaguez teria sido abusada por um homem nas proximidades da base da Guarda Metropolitana. A situação aconteceu em frente a uma viatura e ao posto de segurança.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram a mulher tentando afastar o suspeito. Um dos vídeos, segundo as informações do caso, teria sido gravado de dentro da própria base de segurança. Após a repercussão, três guardas metropolitanos chegaram a ser afastados.
O suspeito se apresentou na delegacia um dia depois do ocorrido. Ele responde ao caso em liberdade. O nome dele não foi divulgado. A mulher também foi identificada e prestou depoimento.
A Secretaria da Segurança Pública informou que, por se tratar de investigação em andamento relacionada a crime sexual, o procedimento tramita em segredo de justiça. Por isso, a pasta não detalhou prazo para a conclusão do inquérito.
As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Palmas. Depois da conclusão, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Servidor volta ao serviço
Na esfera administrativa, a Prefeitura de Palmas informou que uma sindicância sobre o caso foi concluída. Com base no relatório final e na decisão registrada no processo, um dos guardas foi liberado para retornar às atividades.
Já na quarta-feira (22), foi aberta uma nova sindicância, agora de natureza punitiva, para apurar supostas infrações disciplinares atribuídas aos outros dois servidores. Os nomes deles não foram divulgados.
Segundo a prefeitura, o prazo para conclusão dessa sindicância é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. Nessa fase, serão analisadas individualmente as condutas dos envolvidos, com garantia de contraditório e ampla defesa.
O Sindicato dos Guardas Municipais do Tocantins afirmou que, durante a apuração, ficou comprovado que um dos agentes não teve participação nas supostas irregularidades ainda investigadas. Em relação aos demais servidores, a entidade informou que segue acompanhando o caso.
Íntegra da nota da Prefeitura de Palmas
A Prefeitura de Palmas informa que a sindicância investigativa conduzida pela Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) sobre o caso em questão foi concluída dentro do prazo estabelecido.
Com base no relatório final e na decisão constante nos autos, um dos servidores anteriormente afastados foi liberado para retorno às atividades. Nesta quarta-feira, 22, foi instaurada, por meio da Portaria nº 010/2026 – CGMP, sindicância de natureza punitiva para apuração de supostas infrações disciplinares atribuídas aos demais servidores.
A apuração segue o devido processo legal, garantindo a ampla defesa, com prazo de até 30 dias, prorrogável por igual período.
A gestão municipal reforça que a atuação da GMP observa os princípios da legalidade e da responsabilidade na apuração dos fatos.
Íntegra da nota do sidincato da Guarda Metropolitana
O Sindicanto dos Guardas Municipais do Tocantins, informa que uma das integrantes da guarnição retornou às suas atividades operacionais após a apuração dos fatos por meio de sindicância administrativa.
O procedimento foi conduzido com base nos princípios do contraditório e da ampla defesa, garantindo a análise criteriosa das possíveis infrações inicialmente apontadas.
Durante o curso da investigação, restou devidamente comprovado que a servidora não teve participação nas supostas irregularidades que continuam sendo apuradas. Assim, em observância ao princípio da individualização da pena, tendo sido assegurado seu retorno ao serviço ativo, onde seguirá desempenhando suas funções sem representar nenhum risco à investigação em curso.
Em relação aos demais servidores, o Sindicato continua acompanhando todo o processo, mas sem antecipar condenação ou absolvição sem que tenha decorrido o devido processo legal.
