Menopausa pode aumentar risco de glaucoma e acende alerta para saúde ocular feminina

A menopausa pode representar um fator de risco importante para o desenvolvimento do glaucoma, uma das principais causas de cegueira no mundo. O alerta surge a partir de um estudo publicado no periódico científico Cellular and Molecular Neurobiology.
Segundo a pesquisa, mulheres nessa fase apresentam alterações na circulação dos olhos. Além disso, há maior vulnerabilidade do nervo óptico e aumento da pressão intraocular, principal fator associado à doença.
Menopausa e glaucoma: entenda a relação
A menopausa provoca a redução do estrogênio, hormônio essencial para diversas funções do organismo. Nesse sentido, essa queda hormonal também impacta diretamente a saúde ocular.
De acordo com a oftalmologista Dra. Maria Beatriz Guerios, o estrogênio exerce papel protetor nos olhos. “Ele ajuda a preservar o nervo óptico e atua na drenagem do humor aquoso, fundamental para manter a pressão ocular equilibrada”, explica.
Portanto, com a diminuição desse hormônio, o risco de desenvolver glaucoma tende a aumentar.
Idade também influencia no risco
Além da menopausa, a idade é outro fator relevante. Isso porque, a partir dos 40 anos, as chances de զարգvimento do glaucoma crescem progressivamente.
Ou seja, muitas mulheres acabam reunindo dois fatores de risco ao mesmo tempo: o envelhecimento e as mudanças hormonais.
Dados do IBGE mostram que cerca de 17 milhões de brasileiras estão no climatério. Desse total, aproximadamente 9,2 milhões já estão na menopausa ou pós-menopausa.
Mulheres são maioria entre pacientes
Outro ponto importante é a maior incidência da doença entre mulheres. Segundo o estudo, elas representam cerca de 59% dos casos de glaucoma.
Além disso, apresentam maior perda de campo visual e, muitas vezes, demoram mais para buscar tratamento.
Por isso, especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada com a saúde ocular feminina.
Diagnóstico precoce é essencial
O glaucoma costuma evoluir de forma silenciosa. Na maioria dos casos, não apresenta sintomas nas fases iniciais.
Consequentemente, o diagnóstico costuma ocorrer quando já há perda visual, que é irreversível.
“O acompanhamento oftalmológico regular é fundamental, especialmente para mulheres na menopausa”, alerta a especialista.
O tratamento inclui o uso de colírios e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. Além disso, novas abordagens com ação neuroprotetora vêm sendo utilizadas.
Prevenção deve fazer parte da rotina
Diante desse cenário, incluir exames oftalmológicos no check-up anual é uma medida essencial.
Assim, é possível identificar alterações precocemente e evitar a progressão da doença.
Portanto, menopausa e glaucoma exigem atenção conjunta. A informação e o acompanhamento médico são aliados importantes para preservar a visão e a qualidade de vida.
