Padrasto é preso suspeito de envenenar e matar menina de 9 anos após jantar em família

O padrasto da menina que morreu envenenada em Alto Horizonte, no norte de Goiás, foi preso pela Polícia Civil. A vítima, de 9 anos, passou mal após um jantar em família. O irmão, de 8 anos, também apresentou sintomas, mas sobreviveu após atendimento médico.
Segundo a polícia, o suspeito não teve o nome divulgado. Após a prisão, ele permaneceu em silêncio e afirmou que só irá se manifestar na presença de um advogado.
A menina morreu na última sexta-feira (27), poucas horas depois de dar entrada no hospital municipal. De acordo com o delegado Domênico Rocha, laudos confirmaram que a causa da morte foi envenenamento por chumbinho.
Além disso, os peritos encontraram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros na casa da família. Conforme a análise, o material era compatível com a substância tóxica.
No dia do caso, o padrasto afirmou que preparou a refeição consumida pelas crianças. Ele também disse que descartou as sobras no lixo logo após o jantar.
De acordo com as investigações, a menina começou a passar mal pouco tempo depois de comer. Ela apresentou vômitos, dores intensas e crises convulsivas. Em seguida, pediu para ser levada ao hospital, mas não resistiu após uma piora rápida no quadro.
Enquanto isso, o irmão foi levado para uma unidade de saúde em Uruaçu. O menino segue internado, com estado estável e em recuperação.
A polícia informou ainda que o caso começou a ser investigado após a equipe médica desconfiar da evolução rápida do quadro clínico da criança. Para os peritos, os sintomas não eram compatíveis com uma simples infecção alimentar.
Além dos alimentos consumidos no jantar, os agentes apreenderam outros itens na casa. Também foram encontrados quatro gatos mortos, que teriam ingerido restos da comida descartada.
O padrasto foi preso preventivamente nesta quarta-feira (1º). Ele é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio.
Por fim, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Os agentes analisam celulares apreendidos e colhem novos depoimentos para esclarecer a motivação do crime e verificar se há outros envolvidos.
