Comprometimento da renda das famílias passa de 70% no Brasil, aponta Serasa
O comprometimento da renda das famílias brasileiras segue elevado, mesmo com sinais de leve melhora nos últimos anos. É o que revela um levantamento da Serasa Experian, que aponta índices entre 71,9% e 80,5% nas diferentes regiões do país.
Ou seja, na prática, grande parte da renda ainda está comprometida com despesas básicas e financeiras.
Norte lidera, enquanto Sul tem menor impacto
De acordo com o estudo, a Região Norte registra o maior nível de comprometimento da renda. Por outro lado, a Região Sul apresenta o menor percentual.
Além disso, o Nordeste ocupa a segunda posição, com 78%. Em seguida aparecem o Centro-Oeste (74,5%) e o Sudeste (72,7%).
Indicadores caem, mas cenário ainda é crítico
Apesar dos números elevados, os dados mostram uma leve queda desde 2022. Naquele ano, por exemplo, o Norte registrava 81,9% de comprometimento.
Enquanto isso, o Nordeste tinha 79,4%, o Sul 73,2% e o Sudeste 73,4%. Já o Centro-Oeste manteve-se próximo dos 75% ao longo do período.
Portanto, embora haja melhora, o avanço ainda é tímido.
Renda cresce, mas não alivia pressão
Ao mesmo tempo, a renda média mensal aumentou em todas as regiões. O Sudeste lidera, com R$ 4.448 atualmente.
Logo depois vem o Sul, com R$ 4.308. Já o Norte registra R$ 3.018, enquanto o Nordeste segue com o menor valor: R$ 2.821.
Ainda assim, esse crescimento não foi suficiente para reduzir de forma significativa o peso das despesas no orçamento familiar.
Especialista alerta para risco financeiro
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o cenário exige atenção.
Além disso, ela destaca que o alto nível de comprometimento reduz a capacidade de planejamento das famílias.
Com isso, sobra pouco espaço para lidar com imprevistos, fazer compras maiores ou até acessar crédito em melhores condições.
Base do levantamento
O estudo utilizou dados da solução Renda 5.0, que reúne informações sobre renda média, origem dos ganhos e nível de comprometimento com despesas.
Dessa forma, os números refletem não apenas dívidas, mas também gastos essenciais do dia a dia.
