Audiência na Aleto debate obesidade e propõe ações de prevenção no Tocantins

A Assembleia Legislativa do Tocantins realizou, nesta quinta-feira (26), uma audiência pública em alusão ao Mês de Conscientização sobre a Obesidade. A iniciativa partiu de requerimento do deputado Olyntho Neto e, além disso, contou com a presidência do deputado Dr. Danilo Alencar, que também lidera a Comissão de Saúde da Casa.
Durante o encontro, parlamentares e especialistas discutiram estratégias de prevenção, tratamento e enfrentamento das doenças metabólicas associadas à obesidade. Nesse sentido, os participantes reforçaram a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
Segundo Olyntho Neto, o mês de março representa uma oportunidade para ampliar o debate. Além disso, ele destacou a importância da fiscalização no uso de medicamentos.
“Isso precisa ser discutido, fiscalizado e regulamentado da maneira correta, especialmente no que se refere a medicamentos usados sem a devida recomendação”, afirmou.
Especialistas alertam para números preocupantes
A médica endocrinologista Marcela Pitaluga, delegada da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica no Tocantins, apresentou dados que chamaram atenção. De acordo com ela, cerca de 35% das crianças e adolescentes e mais de 50% dos adultos estão acima do peso no Brasil.
Diante desse cenário, a especialista defendeu a ampliação do atendimento no interior. Para isso, sugeriu que a Secretaria da Saúde forme equipes multidisciplinares para atuar diretamente nos municípios.
“Qualquer ação de prevenção e tratamento já representa avanço. Portanto, precisamos agir antes que os casos se agravem”, ressaltou.
Propostas incluem censo e atuação direta nos municípios
Além das discussões, os participantes apresentaram propostas práticas. Entre elas, destaca-se a realização de um censo da população com obesidade no Tocantins.
Para Andrés Sánchez, a iniciativa pode ocorrer com baixo custo. Segundo ele, ferramentas simples já permitiriam levantar dados relevantes.
“Uma fita métrica, uma balança e um questionário aplicado por agentes de saúde podem gerar informações importantes. Assim, conseguimos chegar até a população e entender melhor a realidade do Estado”, explicou.
Dessa forma, a audiência reforçou a necessidade de ações integradas entre poder público e profissionais de saúde. Ao mesmo tempo, evidenciou que o enfrentamento da obesidade depende tanto de políticas públicas quanto de estratégias de prevenção contínuas.
