As forças de segurança do Tocantins realizaram, na manhã desta quinta-feira (5), uma blitz educativa de conscientização contra a violência doméstica em Palmas. A ação ocorreu em alusão ao Dia D da Operação Mulher Segura, iniciativa nacional voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Além disso, a atividade buscou aproximar a população das instituições que atuam na proteção às vítimas.
A mobilização ocorreu em diferentes pontos da capital. Além disso, contou com a participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Metropolitana de Palmas, Secretaria da Mulher, Casa da Mulher Brasileira e agentes municipais de trânsito. Ao mesmo tempo, equipes de Educação para o Trânsito também participaram da ação.
Foto: Luiz de Castro
Ação busca conscientizar população
A iniciativa teve como objetivo sensibilizar a população sobre o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Ao mesmo tempo, a ação procurou reforçar a importância da rede de proteção às vítimas.
Durante a blitz, equipes abordaram condutores e pedestres em pontos estratégicos da cidade. Além das orientações, foram distribuídos materiais informativos sobre os serviços disponíveis para mulheres em situação de violência.
A delegada titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Palmas (1ª DEAM), Fernanda de Siqueira Correia, destacou a importância de iniciativas educativas. Segundo ela, essas ações ampliam o alcance das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
“Essas mobilizações reforçam a presença das instituições de segurança pública junto à comunidade. Além disso, ajudam a conscientizar a população sobre a importância de denunciar situações de violência. Portanto, o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação integrada e participação de toda a sociedade”, afirmou.
Atuação integrada fortalece prevenção
O diretor do Sistema Integrado de Operações (SIOP), delegado Anderson Casé, também ressaltou a importância da mobilização conjunta das instituições. De acordo com ele, a atuação integrada amplia o alcance das orientações à população.
Além disso, quando as instituições trabalham de forma articulada, o trabalho preventivo se fortalece. Dessa forma, torna-se possível ampliar a proteção às mulheres e incentivar denúncias.
“Quando as instituições atuam em conjunto, conseguimos reforçar a proteção às mulheres. Assim, também incentivamos que situações de violência sejam denunciadas”, destacou.
Operação Mulher Segura
A Operação Mulher Segura integra ações coordenadas nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nesse sentido, a iniciativa busca ampliar o enfrentamento qualificado à violência contra a mulher em todo o país.
A operação reúne forças de segurança estaduais e federais em atuação conjunta. Entre as principais ações estão a prevenção, a resposta rápida às ocorrências e o cumprimento de medidas protetivas.
Além disso, a estratégia também fortalece a rede de proteção e acolhimento às vítimas. Dessa maneira, o combate à violência de gênero ganha maior alcance em nível nacional.
Aplicativo auxilia denúncias e pedidos de proteção
No Tocantins, um dos canais que têm auxiliado mulheres vítimas de violência é o aplicativo Salve Mulher, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública do Estado.
A ferramenta está disponível para celulares com sistema Android. Por meio dela, é possível obter informações sobre diferentes tipos de violência contra a mulher, como física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Além disso, o aplicativo permite registrar denúncias, inclusive de forma anônima. Dessa forma, as vítimas conseguem buscar ajuda com mais rapidez.
Ao mesmo tempo, o sistema facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência. Com isso, o processo de proteção às vítimas torna-se mais ágil.
Canais de denúncia
Mulheres em situação de violência também podem buscar apoio por meio da Central de Atendimento à Mulher, disponível pelo telefone 180.
O serviço é gratuito e sigiloso. Além disso, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive em feriados.
Por meio do canal, é possível receber orientações, registrar denúncias e encaminhar casos aos órgãos responsáveis. Assim, a rede nacional de proteção às mulheres se fortalece e amplia o acesso ao atendimento.