Nos 94 anos do voto feminino, Dorinha afirma: “Democracia só existe com participação das mulheres”
Há 94 anos, o Brasil reconheceu oficialmente o direito das mulheres ao voto com o Código Eleitoral de 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. A decisão, assinada em 24 de fevereiro de 1932, mudou a história do país. A partir dali, as mulheres passaram a integrar formalmente a vida política nacional.
O que começou como o direito de votar se transformou em algo muito maior. Com o tempo, abriu espaço para participação ativa nas decisões que moldam o presente e o futuro do Brasil. Além disso, fortaleceu a luta por igualdade em outras áreas da sociedade.
Atualmente, as mulheres representam cerca de 52% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Portanto, elas formam a maioria entre as pessoas aptas a votar.
No entanto, essa maioria ainda não se reflete na ocupação de cargos políticos. Hoje, as mulheres ocupam pouco mais de 15% das cadeiras na Câmara dos Deputados e cerca de 18% no Senado Federal. Assim, o desafio da representatividade permanece.
Avanços e desafios
Líder da Bancada Feminina no Senado, a senadora Professora Dorinha Seabra afirmou que os números revelam progresso, mas também indicam obstáculos contínuos. Segundo ela, o voto feminino não representou apenas uma conquista política. Pelo contrário, abriu caminho para reivindicações em áreas como educação, mercado de trabalho e espaços de decisão.
De acordo com a parlamentar, políticas públicas voltadas à ampliação de creches, ao combate à violência e à formação profissional carregam a marca dessa conquista histórica. Além disso, estudos apontam que parlamentos com maior participação feminina tendem a priorizar educação, saúde e proteção social.
Dorinha destacou ainda que a presença de mulheres na política amplia o debate e influencia diretamente as prioridades legislativas. Para ela, quando uma mulher ocupa um cargo de poder, ela leva consigo experiências e perspectivas que tornam as decisões mais equilibradas.
Por isso, celebrar os 94 anos do voto feminino significa reconhecer um marco histórico. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de ampliar a participação plena das mulheres em todos os espaços. Afinal, democracia sólida exige representatividade real.
