Vídeo recuperado do celular mostra momento exato em que corretora é atacada por síndico
A Polícia Civil de Goiás concluiu, nesta quinta-feira (19), o inquérito que apurou a morte da corretora Daiane Alves, em Caldas Novas. De acordo com a investigação, o crime foi uma execução premeditada atribuída ao síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira.
Segundo a corporação, o assassinato ocorreu às 19h00min20s do dia 17 de dezembro. A investigação técnica conseguiu recuperar arquivos deletados do celular da vítima, incluindo um vídeo que registrou o momento em que Daiane desceu ao subsolo do prédio após perceber a interrupção de energia em seu apartamento.
Conforme o inquérito, o corte de energia teria sido provocado de forma intencional para atrair a corretora até o local. No subsolo, o suspeito já a aguardava usando luvas e com o veículo posicionado para retirar o corpo do prédio logo após o crime.
A polícia confirmou que Daiane foi morta com dois disparos de arma de fogo. Um dos elementos que ajudaram a descartar a hipótese inicial de desaparecimento voluntário foi o fato de a vítima ter deixado os óculos no apartamento — objeto que, segundo familiares, ela nunca saía sem usar.
A família percebeu o desaparecimento na tarde do dia seguinte, por volta das 18h, e comunicou oficialmente às autoridades cerca de uma hora depois.
Ainda de acordo com a investigação, havia histórico de conflitos entre a vítima e o síndico. O inquérito aponta episódios anteriores de desentendimentos, incluindo registros de calúnia, injúria e agressão física. Também foi identificado um padrão de perseguição sistemática, caracterizado como stalking, além de supostas interrupções de serviços essenciais como água e gás na unidade da corretora antes do crime.
O corpo de Daiane foi localizado no dia 28 de janeiro, 42 dias após o desaparecimento, em uma área de mata.
O caso segue agora para análise do Ministério Público, que deverá avaliar o oferecimento de denúncia com base nas conclusões do inquérito policial.
