Menina levada por homem que esfaqueou ex-companheira é achada morta três dias depois
A menina de 8 anos sequestrada após um ataque a faca foi encontrada morta na noite de domingo (15), em São Manoel do Paraná, no noroeste do estado. O corpo estava próximo ao local onde o carro utilizado na fuga havia sido abandonado na sexta-feira (13), segundo a Polícia Militar do Paraná.
De acordo com o delegado Wagner Quintão, a vítima foi identificada como Miratzi Kairelis Perez Mejias. O suspeito, Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, morreu em confronto com policiais durante as buscas.
Segundo a PM, equipes com apoio de cães farejadores localizaram o homem, que teria avançado contra os agentes com uma faca. Um disparo atingiu o agressor, que morreu no local. Nenhum policial ficou ferido.

O homem era procurado desde quinta-feira (12), quando, conforme boletim de ocorrência, esfaqueou a ex-companheira, de 39 anos, no abdômen. Ele também teria agredido a ex-sogra, de 81 anos, e o filho da vítima, de 2 anos. Em seguida, fugiu em um carro azul.
Durante a fuga, levou a menina de 8 anos, que havia sido deixada sob seus cuidados pela mãe, de 33 anos. A criança não era filha nem da mulher esfaqueada nem do suspeito. Segundo a polícia, o homem mantinha um relacionamento recente com a mãe da menina, que é de origem venezuelana.
Na manhã seguinte ao crime, apenas o veículo foi encontrado na zona rural da cidade. Já na madrugada de sábado (14), o suspeito teria ido sozinho à casa do pai, onde tomou banho e se alimentou antes de fugir novamente — sem a criança.
A delegada Andressa Prestes informou que a Polícia Civil do Paraná instaurou inquérito para apurar o caso, tratado como tentativa de feminicídio e possível sequestro. A prisão preventiva do investigado já havia sido solicitada antes do confronto.
A polícia também apura a hipótese de que o sequestro tenha sido premeditado, já que o suspeito teria pedido à mãe que levasse a criança até sua casa pouco antes do ataque.
A mulher esfaqueada foi socorrida e encaminhada ao Hospital São Paulo, em Cianorte, onde passou por cirurgia. Segundo a PM, ela e o bebê não correm risco de morte.
O caso segue sob investigação, que tramita em sigilo.
