Família faz segundo sepultamento após hospital esquecer perna amputada de motociclista em MT
A família de Cláudio Ramos Mamora, de 27 anos, viveu o luto duas vezes em Primavera do Leste (MT). O jovem sofreu um grave acidente de moto, teve a perna esquerda amputada em cirurgia de emergência e morreu no dia seguinte. Dias após o sepultamento, o hospital entrou em contato informando que o membro amputado havia ficado na unidade e precisava ser sepultado.
O caso foi registrado em boletim de ocorrência e encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT). A direção do Hospital e Pronto Socorro de Várzea Grande informou que abrirá procedimento administrativo para apurar os fatos e que medidas cabíveis serão adotadas caso sejam constatadas irregularidades.

Acidente e cirurgia
O acidente ocorreu no dia 30 de janeiro, na Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande. Cláudio pilotava uma motocicleta quando houve colisão com uma carreta. As circunstâncias ainda são investigadas.
Socorrido em estado grave, ele foi levado ao hospital, onde passou por amputação da perna esquerda. No dia seguinte, não resistiu aos ferimentos. A família autorizou a doação dos órgãos.
Os parentes providenciaram a liberação do corpo para o sepultamento em Primavera do Leste e afirmam que, em nenhum momento, foram informados sobre a necessidade de retirar o membro amputado.
Segundo sepultamento
Dias depois, a unidade de saúde comunicou que a perna havia permanecido no hospital. Diante do custo elevado de um novo translado, a família optou por realizar o sepultamento do membro em Várzea Grande, resultando em dois sepultamentos em cidades diferentes.
O advogado da família informou que será proposta ação judicial por danos morais, psicológicos e materiais. Segundo ele, houve falha na comunicação e ausência de apoio adequado à família durante o processo.
O caso segue sob apuração.
