Empresário que jogou R$ 400 mil pela janela não era alvo da PF e virou investigado após o caso
O episódio que chamou atenção de moradores de Balneário Camboriú na quarta-feira (11) ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal. No momento da chegada dos agentes a um edifício de alto padrão, uma mala com dinheiro foi arremessada do 30º andar.
O homem identificado como Igor Paganini não era alvo inicial da investigação, mas, após o ocorrido, passou a ser incluído nas apurações. O prédio onde a ação ocorreu foi construído pela própria família dele.

De acordo com a PF, foram recolhidos R$ 429 mil que ficaram espalhados no chão após a queda da mala. Além do dinheiro, os agentes apreenderam dois celulares e dois veículos de luxo.
Um dos automóveis, uma BMW branca, era utilizada pelo ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. O veículo estava registrado em nome de uma empresa ligada aos irmãos Rodrigo Schmitz e Rafael Schmit. Segundo a investigação, três dias após a primeira fase da operação, houve tentativa de transferir o carro para terceiros.
A ação integra a terceira fase da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro relacionados à gestão de recursos do fundo previdenciário do Estado do Rio de Janeiro.
Nesta etapa, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema. Os nomes dos alvos não foram divulgados.
As ordens judiciais partiram da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de tentativa de obstrução das investigações e ocultação de provas.
Na semana anterior, Deivis Marcon Antunes foi preso em Itatiaia, no Sul Fluminense, por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de tentar atrapalhar as investigações e esconder provas.
A Operação Barco de Papel investiga supostas irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. Conforme as apurações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência teria aplicado aproximadamente R$ 970 milhões no banco.
As investigações seguem em andamento para definir responsabilidades e verificar eventual prática de crimes contra o sistema financeiro nacional.
