Banco Central abre investigação interna sobre escândalo do Banco Master
O Banco Central (BC) anunciou a abertura de uma investigação interna sobre as circunstâncias que envolveram o caso do Banco Master, por determinação do presidente Gabriel Galípolo. A apuração, segundo a autarquia, visa não apenas elucidar os fatos, mas também identificar falhas procedimentais e aperfeiçoar regras e controles para evitar ocorrências semelhantes no futuro.
O caso ganhou destaque após transações e condutas que colocaram em xeque a solidez da instituição, que oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remunerações de até 140% do CDI — níveis que suscitavam dúvidas sobre a sustentabilidade dos rendimentos e o potencial impacto no sistema financeiro.
Entre os alvos indiretos da investigação estão episódios administrativos recentes: Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-chefes do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), deixaram seus cargos sem que houvesse formalmente acusações contra eles. Neves é apontado como responsável pela autorização da aquisição do Banco Máxima — que posteriormente passou a operar como Banco Master — enquanto Belline respondia por ofícios relacionados ao acompanhamento da instituição.
A investigação interna do BC pretende mapear decisões, procedimentos e lacunas de supervisão que possam ter contribuído para o episódio, além de propor ajustes regulatórios e mecanismos de controle mais robustos. Autoridades e especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que o desfecho da apuração terá relevância para a confiança dos investidores e para a integridade do sistema financeiro nacional. O Banco Central informou que divulgará os resultados da investigação conforme o andamento das apurações.
