Arquiteta encontrada morta após três meses já havia sido esfaqueada oito vezes pelo ex
A morte da arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, é resultado de um histórico prolongado de violência doméstica e ameaças. Natural de Serra Negra (SP), ela foi assassinada a tiros pelo ex-namorado, Euhanan, e teve o corpo enterrado em uma área de mata na capital paulista, onde foi localizado três meses após o desaparecimento.
O suspeito foi preso no sábado, no bairro Marsilac, zona sul de São Paulo. Com ele, policiais apreenderam um revólver calibre .38 e munições. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), após a prisão, o homem confessou o crime e indicou o local onde havia ocultado o corpo da vítima.

O caso foi registrado como feminicídio, além de violência doméstica, posse ilegal de arma de fogo e localização/apreensão de objeto, no 101º Distrito Policial (Jardim das Imbuias).
Histórico de violência e ameaças
O assassinato de Fernanda encerra uma sequência de episódios de agressões que se estenderam por anos. Em 2024, a arquiteta procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência após ser espancada com socos, chutes e golpes de capacete na cabeça.
Em declaração assinada em 23 de junho de 2024, Fernanda relatou que as agressões eram recorrentes e que vivia sob ameaças constantes de morte. No documento, afirmou ainda que não conseguia se afastar definitivamente do agressor justamente por medo de que ele cumprisse as ameaças.
Ataque com faca em 2023
Um dos episódios mais graves ocorreu em 2023, quando Fernanda foi esfaqueada oito vezes por Euhanan. Após o ataque, o agressor fugiu do local. A vítima foi socorrida, passou por internação e sobreviveu.
Mesmo após a tentativa de homicídio, Fernanda voltou a se relacionar com o agressor. Em meio às ameaças, deixou o interior paulista e se mudou para a cidade de São Paulo.
Prisão e localização do corpo
Após uma denúncia, Euhanan, de 25 anos, foi abordado por policiais enquanto caminhava pela rua. Durante a abordagem, ele confessou o crime e levou os agentes até o local onde havia enterrado o corpo de Fernanda.
No domingo (25), o suspeito passou por audiência de custódia, ocasião em que a prisão foi mantida. Ele foi representado pela Defensoria Pública.
