Tio que cuidou do irmão de Suzane Richthofen é encontrado morto em casa
Miguel Abdalla Neto, tio materno e ex-responsável legal por Andreas von Richthofen, irmão de Suzane Richthofen, foi encontrado morto nesta sexta-feira (9), na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.
O corpo foi localizado por volta das 15h40 na residência onde Miguel vivia sozinho, na Rua Baronesa de Bela Vista, na Vila Congonhas, zona sul da capital. Segundo a PM, o cadáver já apresentava sinais de decomposição e não havia indícios aparentes de violência.
A polícia foi acionada após um vizinho estranhar a ausência de Miguel por dois dias, situação que também chamou a atenção de funcionários que prestavam serviços para ele. O caso foi encaminhado ao 27º Distrito Policial, onde foi registrado como morte suspeita e seguirá sob investigação.
Miguel Abdalla Neto teve papel importante após o crime que chocou o país no início dos anos 2000. Ele foi nomeado tutor de Andreas von Richthofen e ficou responsável por administrar os bens do sobrinho até que ele atingisse a maioridade.
Caso Richthofen
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos de prisão por planejar o assassinato dos próprios pais, ocorrido em 2002. Ela cumpriu pena na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, conhecida como P1 de Tremembé, no interior paulista.
Após cerca de 20 anos detida, Suzane deixou a prisão em janeiro de 2023, quando a Justiça autorizou sua progressão para o regime aberto. Depois da saída do sistema prisional, ela passou a morar em Bragança Paulista, também no interior de São Paulo.
O crime aconteceu em 31 de outubro de 2002, quando Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados dentro da casa da família, na capital paulista. A execução foi realizada pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, com a participação de Suzane, que confessou envolvimento no planejamento do crime.
Na época, Andreas von Richthofen tinha 15 anos e ficou sob os cuidados do tio materno após a morte dos pais. Daniel Cravinhos mantinha relacionamento com Suzane, e as investigações apontaram que o crime foi motivado por conflitos familiares e pela intenção de dividir a herança. Os irmãos Cravinhos foram condenados e, desde 2013, cumprem pena em regime semiaberto.
