Enfermeira é condenada por falsificar atestados e receber bolsa sem trabalhar em projeto da Unioeste
A Justiça de Cascavel, no oeste do Paraná, condenou uma enfermeira por improbidade administrativa após ela receber R$ 4 mil de um projeto da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) sem cumprir a carga horária exigida. Segundo a sentença, a profissional apresentou atestados médicos falsos alegando estar internada com Covid-19, além de falsificar assinaturas em relatórios e documentos oficiais.
De acordo com o processo, o caso aconteceu em 2020, durante o projeto “Ação de Extensão contra o Coronavírus”, financiado pela Fundação Araucária. A enfermeira havia sido selecionada para receber uma bolsa mensal de R$ 2 mil por quatro meses, com carga horária de 36 horas semanais.
Nos dois primeiros meses, a profissional atuou normalmente. No entanto, em outubro daquele ano, informou à supervisora que deixaria o projeto por incompatibilidade de horários com outro emprego, mas não formalizou o desligamento. Pouco tempo depois, passou a apresentar atestados médicos falsos, alegando estar internada por Covid-19, enquanto continuava trabalhando em um hospital particular de Cascavel.
As investigações apontaram ainda que a enfermeira falsificou as assinaturas de uma médica e da supervisora do projeto em relatórios mensais, simulando o cumprimento da carga horária. Para a Justiça, ela agiu de forma dolosa, com o objetivo de manter o vínculo e receber indevidamente as bolsas referentes a outubro e novembro de 2020, o que configurou enriquecimento ilícito.
Em uma das decisões, a enfermeira foi condenada a devolver os R$ 4 mil à universidade. Em outra, a Justiça determinou também a perda da função pública na Unioeste, a suspensão dos direitos políticos por três anos e a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período.
A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. O **g1** tentou contato com a enfermeira, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
