Pesquisa destaca avanços na compreensão da Covid Longa e reforça importância da reabilitação

Um editorial científico recente chama atenção para os desafios e avanços na compreensão da Covid Longa. A condição ainda não possui uma definição padronizada. Por isso, pesquisadores enfrentam dificuldades tanto na pesquisa quanto na prática clínica.
Intitulado “Covid Longa: da Indefinição Conceitual às Implicações para a Pesquisa e Prática Clínica”, o estudo destaca esse cenário. No entanto, com o avanço das investigações, já é possível observar uma tendência de padronização. Dessa forma, a ciência avança com mais consistência e direcionamento.
Além disso, o estudo integra a produção científica de uma professora que atualmente cursa doutorado no Programa de Pós-Graduação em Reabilitação e Desempenho Funcional da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). Paralelamente, outros dois estudos inéditos também estão em desenvolvimento.
Reabilitação pulmonar ganha destaque
Um desses estudos consiste em uma revisão sistemática. O trabalho reforça os benefícios da reabilitação pulmonar baseada em exercícios físicos para pacientes com Covid Longa. Da mesma forma, os resultados seguem o padrão observado em outras doenças respiratórias.
Segundo a pesquisadora, protocolos presenciais centrados no exercício físico são eficazes. Além disso, apresentam baixo custo e não exigem estruturas complexas. Assim, ampliam o acesso da população ao tratamento.
Por outro lado, o acompanhamento supervisionado permite monitorar a evolução clínica. Com isso, aumenta a segurança dos pacientes. Isso é especialmente importante em casos de fadiga persistente associada ao mal-estar após esforço.
Estudos analisam impactos em mulheres
Outro estudo investiga o comprometimento funcional de mulheres com fadiga pós-Covid-19. A pesquisa ocorre em Unidades Básicas de Saúde de Gurupi. Além disso, também é realizada na Clínica-Escola de Fisioterapia da Universidade de Gurupi (UnirG).
Os trabalhos contam com a orientação da professora PhD Ada Clarice Gastaldi. Ela coordena o Laboratório de Avaliação Respiratória da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.
De acordo com a pesquisadora responsável, a cooperação entre USP e UnirG é estratégica. Isso porque fortalece pesquisas aplicadas e contribui para políticas públicas baseadas em evidências.

UnirG se destaca na assistência pós-Covid
A professora também destaca o potencial da UnirG na área científica. Segundo ela, a integração entre graduação, residência multiprofissional e pós-graduação fortalece a produção de conhecimento.
Além disso, a instituição se destaca pelo pioneirismo. A UnirG criou o primeiro Centro de Reabilitação pós-Covid do Tocantins. O serviço funciona na Clínica-Escola de Fisioterapia da universidade.
Revista reúne dezenas de estudos
O editorial faz parte da edição 61 da Revista Cereus. Ao todo, a publicação reúne 34 artigos científicos. Desses, 27 são da área da saúde.
Por fim, os demais estudos abordam temas como educação, desigualdade de gênero, segurança alimentar e engenharia de produção. Inclusive, alguns tratam de alternativas para produção de combustíveis.
O editorial completo está disponível no portal da revista. Já a revisão sistemática da pesquisadora também pode ser acessada em publicação científica internacional.

