Criminosos estão desviando milhões com o ‘golpe do PIX’! Veja como se proteger
O sistema financeiro brasileiro enfrenta uma nova fase de ataques cibernéticos que coloca em alerta bancos, fintechs e autoridades reguladoras. Depois de uma série de fraudes milionárias envolvendo transferências pelo PIX, criminosos passaram a explorar brechas em operações via Transferência Eletrônica Disponível (TED). O caso mais recente ocorreu com a Sociedade de Crédito Direto (SCD) Monetaire, que sofreu um desvio de aproximadamente R$ 5 milhões em uma única operação fraudulenta.
Como o golpe foi realizado
De acordo com informações preliminares, os golpistas tentaram primeiramente realizar a fraude por meio do PIX. No entanto, as barreiras de segurança da Monetaire conseguiram impedir a ação. Persistentes, os criminosos encontraram no TED um caminho alternativo para efetuar a fraude.
A operação utilizada foi a chamada “TED de não cliente”, modalidade em que a transferência tem origem em outra instituição financeira. Essa característica abriu espaço para que os fraudadores contornassem as defesas digitais da fintech e conseguissem concretizar o desvio milionário. Apesar da gravidade, a empresa confirmou que os clientes não foram afetados, e o prejuízo recaiu apenas sobre a instituição.
Contexto: histórico de ataques
Esse episódio se soma a uma sequência de ataques que têm movimentado cifras impressionantes e preocupado especialistas:
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Sinqia (agosto/2025): a empresa de tecnologia, responsável por conectar bancos e fintechs ao Banco Central, foi alvo de hackers que desviaram cerca de R$ 710 milhões via PIX.
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C&M Software (junho/2025): outro provedor de tecnologia sofreu um ataque semelhante, com perdas que ultrapassaram R$ 800 milhões também em operações pelo PIX.
Esses casos reforçam a ideia de que criminosos testam continuamente as vulnerabilidades do sistema financeiro, explorando tanto ferramentas modernas como o PIX, quanto métodos tradicionais como o TED.
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Foto: Jeane de Oliveira
Por que os golpistas migraram do PIX para o TED
Desde sua criação em 2020, o PIX se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados do país, com operações rápidas e disponíveis 24 horas por dia. Essa praticidade também atraiu criminosos, que fizeram da ferramenta um dos principais alvos de fraudes nos últimos anos.
Com as constantes melhorias e camadas de segurança implementadas pelo Banco Central e pelas instituições financeiras, ficou mais difícil concluir golpes pelo PIX. Diante desse cenário, os golpistas passaram a explorar falhas em mecanismos tradicionais, como a TED. Embora considerada segura, a modalidade apresenta brechas em operações específicas — especialmente nas transferências de “não clientes”, que em alguns casos recebem monitoramento menos rigoroso.
Efeitos para o sistema financeiro
As recentes fraudes trazem uma série de implicações para o setor financeiro brasileiro:
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Confiança do público: ainda que os clientes não tenham sido diretamente prejudicados no caso da Monetaire, golpes dessa magnitude abalam a credibilidade das instituições.
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Perdas milionárias: os prejuízos financeiros comprometem a saúde econômica das empresas e podem refletir na oferta de serviços.
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Pressão regulatória: cresce a expectativa de que o Banco Central e órgãos de fiscalização reforcem as normas de segurança, criando medidas adicionais para operações eletrônicas.
O que dizem os especialistas
Analistas de segurança digital apontam que os crimes financeiros no Brasil estão cada vez mais sofisticados. Os hackers adaptam suas estratégias conforme novas barreiras são criadas, tornando a disputa entre instituições e criminosos um jogo constante de atualização e defesa.
Entre as medidas de prevenção mais citadas, estão o monitoramento em tempo real de transações suspeitas, maior integração entre bancos e reguladores, atualização contínua de sistemas de autenticação e, também, a educação financeira dos clientes para adotar práticas mais seguras.
TED e PIX: sistemas sob ataque
O caso da Monetaire reforça a ideia de que nenhum sistema está imune a fraudes. Se antes os criminosos concentravam seus esforços no PIX, agora também enxergam no TED uma oportunidade para desviar valores expressivos.
A combinação de tecnologia avançada, fiscalização regulatória e colaboração entre instituições será fundamental para impedir que episódios como esses se tornem cada vez mais comuns. Mais do que proteger empresas, a meta é assegurar a confiança da população em meios de pagamento digitais e tradicionais.
