Influencer fitness Pobre Loco é alvo de operação contra venda ilegal de anabolizantes no Brasil
O influenciador fitness Renato dos Santos Lopes, de 32 anos, conhecido nas redes sociais como Pobre Loco, foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (5) em Campo Grande (MS). A ação integra uma operação nacional da Polícia Civil de São Paulo contra uma quadrilha acusada de fabricar e vender anabolizantes ilegalmente em todo o país.
O momento da abordagem foi compartilhado pelo próprio influenciador em suas redes sociais. Nas imagens, Renato aparece sendo acordado por policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) logo no início da manhã. De cueca, ele acompanha os agentes durante o cumprimento do mandado.
Segundo o Garras, ele foi o único alvo da operação em Mato Grosso do Sul. Após ser conduzido à delegacia, Renato foi liberado, e não há confirmação oficial sobre apreensão de materiais na residência.

Defesa nega envolvimento com a quadrilha
Em nota, a defesa de Pobre Loco afirmou que o influenciador atua apenas como divulgador comercial de uma das empresas investigadas e que anabolizantes de uso pessoal foram apreendidos. Afirmou ainda que Renato é fisiculturista e possui receitas médicas, que serão apresentadas à polícia.
“Ele tem um contrato, foi apresentado à autoridade policial e também foram apreendidos anabolizantes, os quais são para uso pessoal, com receitas médicas. Por isso, por não haver indícios de crime, ele foi liberado”, diz a nota assinada por seu advogado.
Esquema nacional movimentou R$ 25 milhões
A operação deflagrada nesta terça-feira já resultou em 25 prisões. Ao todo, foram expedidos 35 mandados de prisão temporária e 85 de busca e apreensão em 12 estados, incluindo São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e outros.
Segundo a investigação, a quadrilha produzia e vendia anabolizantes e medicamentos para emagrecimento por meio da internet, sem exigência de receita médica. Os produtos eram vendidos sob uma marca própria, vinculada a um laboratório clandestino com base na Zona Norte de São Paulo.
Os estoques ficavam armazenados em galpões logísticos no Paraná, que começaram a ser vistoriados pela polícia durante a operação.
De acordo com o delegado Ronald Quene, coordenador da ação, o grupo movimentou R$ 25 milhões nos últimos cinco anos com a venda ilegal dessas substâncias, que só podem ser fabricadas por laboratórios autorizados pela Anvisa e comercializadas com receita de controle especial em duas vias.
