Adolescente é forçado a ajoelhar em brasa e tem mãos presas com arame farpado antes de ser assassinado
Alex Gabriel dos Santos, de apenas 16 anos, foi vítima de uma tortura cruel antes de ser assassinado e ter o corpo lançado no Rio Pardo, em Pontal (SP). A denúncia apresentada pelo Ministério Público revela detalhes chocantes do crime, que envolve espancamento, queimaduras e tentativa de ocultação de cadáver.
Segundo as investigações, tudo começou após o desaparecimento de um celular. J. G. M., de 27 anos, dono do aparelho, localizou o adolescente com ajuda de uma funcionária de um depósito, que teria apontado onde Alex morava. Mesmo após o jovem devolver o telefone, ele foi forçado a entrar em um carro e levado até um galpão.
No local, já o aguardavam U. S. D., (19 anos), A. S. B. F., (23) e J. C. N., (28). A partir de então, começaram as sessões de tortura. Alex foi espancado com pedaços de madeira, recebeu socos, chutes e chicotadas, além de ser agredido na cabeça, pernas e abdômen.
Em determinado momento, os agressores ordenaram que ele se ajoelhasse sobre brasas vivas. Suas mãos foram amarradas com arame farpado. A funcionária do deposito que estava com eles no local ainda o acusou de furtar uma bicicleta, o que motivou novas agressões, segundo o MP.
Com o corpo já inconsciente, Alex teve um saco plástico colocado na cabeça e tijolos amarrados ao corpo para dificultar a identificação. Ele foi levado até o Rio Pardo e jogado na água, na tentativa de ocultar o crime.
O corpo do adolescente foi encontrado uma semana depois, boiando no rio. Em depoimento à polícia, os quatro envolvidos confessaram as agressões, mas negam responsabilidade pela morte.
