EUA intensificam negociações para acordo de paz em Gaza; Trump diz que entendimento está “muito próximo”
Após uma recente trégua entre Irã e Israel, os Estados Unidos estão reforçando os esforços diplomáticos para viabilizar um acordo que possa encerrar o conflito na Faixa de Gaza. O presidente Donald Trump declarou nesta quarta-feira (26) que um entendimento entre as partes está “muito próximo”. Egito e Catar, que atuam como mediadores, também relataram avanços e maior interesse tanto de Israel quanto do Hamas em retomar as negociações.
A proposta em discussão inclui um cessar-fogo inicial de 60 dias, além da libertação simultânea de reféns e prisioneiros. No entanto, pontos críticos ainda precisam ser resolvidos, como a exigência de garantias sobre a retirada das forças israelenses de Gaza, condição considerada essencial pelo grupo palestino.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrenta dificuldades internas para avançar nas negociações. Além da forte pressão política doméstica, ele também lida com problemas judiciais que limitam sua margem de manobra no cenário internacional.

Situação humanitária segue crítica
Apesar do avanço nas tratativas diplomáticas, a situação em Gaza continua grave. De acordo com dados do Ministério da Saúde do território, mais de 56 mil palestinos foram mortos desde o início do conflito, iniciado há mais de 20 meses. O Exército de Israel confirmou, recentemente, a morte de mais sete soldados em operação, elevando para mais de 860 o número total de militares israelenses mortos.
A comunidade internacional acompanha o impasse com crescente preocupação, diante do elevado custo humano e da instabilidade regional. Para muitos analistas, um acordo de cessar-fogo duradouro depende não apenas do fim imediato das hostilidades, mas de um entendimento político mais amplo entre as partes envolvidas.
