Trump devolve proposta de acordo ao Irã e cobra mudanças em pontos centrais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países. A medida prolonga o diálogo e aumenta a pressão sobre Teerã em meio às tentativas de encerrar a guerra.
Segundo autoridades citadas pela imprensa norte-americana, Trump pediu alterações em pontos considerados centrais pela Casa Branca. Os detalhes das mudanças não foram divulgados, mas envolvem temas sensíveis para os dois lados.
Fundos congelados preocupam Trump
Uma das principais preocupações do presidente norte-americano é o possível descongelamento de recursos iranianos. Trump sempre criticou o acordo de 2015, firmado durante o governo Barack Obama, que envolveu alívio financeiro ao Irã.
Agora, o republicano tenta evitar que um novo texto seja interpretado como concessão excessiva a Teerã. A posição também reflete a pressão política interna, especialmente entre aliados republicanos.
Além disso, Trump estaria frustrado com a demora do Irã para responder às propostas enviadas por Washington.
Negociação segue sem desfecho
Na sexta-feira (29), Trump se reuniu por cerca de duas horas com assessores na Casa Branca para discutir um possível fim para a guerra. Apesar do encontro, nenhuma decisão foi anunciada.
As negociações envolvem pontos como a reabertura do Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo e gás. O acordo também busca encerrar a campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
No entanto, ainda há divergências importantes. Washington quer garantias sobre o estoque iraniano de urânio enriquecido. Já Teerã afirma que seu programa nuclear não faz parte desta etapa das negociações.
Ormuz segue no centro do impasse
Os Estados Unidos defendem que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobrança de pedágio ou tarifas. Desde o início da guerra, o bloqueio iraniano tem pressionado o mercado internacional de energia.
Outra exigência americana envolve o fim do apoio iraniano a grupos aliados no Oriente Médio, como Hezbollah, Hamas, houthis e milícias xiitas iraquianas.
O impasse coloca Trump em uma situação delicada. Um acordo visto como fraco pode gerar críticas dentro de sua própria base. Por outro lado, a continuidade da guerra e o bloqueio de Ormuz podem manter a pressão sobre os preços dos combustíveis.
