Caso Isabella Nardoni: Anna Carolina Jatobá revela nova versão
Após anos de silêncio, Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da menina Isabella Nardoni, teria revelado, em conversa com uma policial penal, detalhes sobre o crime ocorrido há 17 anos. Segundo o jornalista Valmir Salaro, Jatobá indicou uma terceira pessoa envolvida na tragédia.
Isabella, que tinha apenas cinco anos na época, foi estrangulada e, em seguida, jogada do apartamento onde morava com o pai e a madrasta. Apesar das evidências, Jatobá e Alexandre nunca confessaram a autoria do crime. Jatobá cumpriu 15 anos de uma pena de 26, enquanto Alexandre ficou preso por 16 dos 31 anos a que foi condenado.
De acordo com Salaro, uma policial penal de Taubaté, que teria sido a primeira funcionária de um presídio a ter contato com Anna Carolina Jatobá, revelou detalhes que até então permaneciam inéditos.

Segundo a policial, Jatobá chegou à unidade penitenciária em estado de desespero, afirmando que fora condenada e buscando desabafar sobre os eventos que culminaram na morte da menina. Durante a conversa, Jatobá relatou a participação do sogro, Antônio Nardoni (pai de Alexandre Nardoni), indicando que ele teria sugerido a ambos que ocultassem o corpo de Isabella, além de atribuir responsabilidade ao pai da criança. “Ela colocou a culpa no seu Antônio Nardoni”, destacou Salaro em sua exposição.
Mesmo com essas declarações, Jatobá nunca confessou formalmente a sua participação no crime. A policial, que prestou depoimento sigiloso a dois promotores em Taubaté, revelou que a polícia iniciou uma investigação, mas, surpreendentemente, o procedimento não avançou.
Salaro também refletiu sobre o silêncio de Jatobá e Alexandre Nardoni, que nunca admitiram a culpa: “Eles nunca confessaram e acho que nunca vão confessar o crime. A verdade só eles sabem e sempre haverá a preocupação em proteger os filhos, que podem ter acesso à internet e descobrir que os pais estão condenados.” O jornalista sugeriu que a intenção do casal pode ser limitar a dor e a dúvida dos filhos sobre o que realmente ocorreu.

Em uma entrevista exclusiva, Salaro foi o único a conseguir falar com o casal. Relatou que, mesmo diante das acusações, Jatobá frequentemente desviou as perguntas, enquanto Alexandre se manteve em silêncio. O jornalista mencionou uma observação do psiquiatra forense Guido Palomba, que afirmou: “Eles não tinham a garra dos inocentes”, implicando que um verdadeiro inocente lutaria fervorosamente para limpar seu nome.
Este caso continua a gerar debates e desdobramentos, deixando uma sombra de incerteza sobre os responsáveis pela morte de Isabella e o futuro da família Nardoni. As repercussões do caso seguem permeando a sociedade, refletindo a complexidade de um crime que ainda provoca polêmicas e um clamor por justiça.
