Operação policial na Maré mata líder do Terceiro Comando Puro e paralisa serviços no Rio
Uma operação da Polícia Civil e Militar no Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de Thiago da Silva Folly, conhecido como TH, apontado como um dos principais líderes do Terceiro Comando Puro (TCP). A ação, realizada nesta quarta-feira (8), desencadeou um cenário de tensão e caos na cidade, com impactos severos no transporte, na educação e na saúde pública.
Durante o confronto, criminosos chegaram a sequestrar dois ônibus e usá-los como barricadas, bloqueando vias estratégicas e agravando ainda mais o clima de insegurança. A Linha Amarela, uma das principais ligações expressas da capital, foi fechada, e cerca de 70 linhas de ônibus tiveram sua circulação interrompida ou desviada, afetando milhares de passageiros.

Educação e saúde suspensas na região
A violência obrigou 43 escolas municipais e duas estaduais a suspenderem as aulas por tempo indeterminado. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também reagiu à situação, liberando estudantes de avaliações presenciais e alterando a rotina acadêmica.
Na área da saúde, quatro unidades de atendimento suspenderam o funcionamento para garantir a segurança de pacientes e funcionários. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ativou um plano de contingência, implementando atividades remotas até que a normalidade fosse restabelecida.
Moradores em meio ao pânico
O tiroteio intenso e os bloqueios nas vias causaram pânico entre os moradores do Complexo da Maré e regiões próximas. Muitos relataram dificuldades para sair de casa, além de episódios de correria e medo durante os disparos. Motoristas ficaram presos em engarrafamentos e enfrentaram tiroteios em meio ao deslocamento matinal.
Thiago Folly, o TH, era considerado um dos chefes mais influentes do TCP e tinha extensa ficha criminal. Sua morte é tratada pelas autoridades como um golpe significativo contra o tráfico, mas o episódio reacende o debate sobre o impacto das operações policiais em áreas densamente povoadas e a necessidade de estratégias que priorizem a proteção de civis.
