Calvície tem cura? Médica esclarece mitos e verdades sobre queda de cabelo e alopecia
A alopecia, popularmente conhecida como calvície, é uma condição caracterizada pela perda parcial ou total dos cabelos e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Embora seja mais associada ao público masculino, a queda capilar também atinge muitas mulheres, especialmente durante fases como a menopausa.
A médica dermatologista Juliana Idalgo Feres, entrevistada no quadro Verdades e Mentiras da EPTV, afiliada da TV Globo, esclareceu neste sábado (12) que o tipo mais comum da doença é a alopecia androgenética, uma forma hereditária associada à sensibilidade dos fios aos hormônios sexuais masculinos.
“É uma doença genética porque alguns cabelos respondem de forma exagerada aos hormônios masculinos. Eles passam por um processo de afinamento progressivo chamado miniaturização, até que ocorre a queda definitiva”, explicou a especialista.

Entenda os tipos e causas
A alopecia pode ter origens genéticas, hormonais ou autoimunes, sendo que, no caso da forma androgenética, a herança familiar é determinante. Em homens, o padrão mais comum é o surgimento das famosas “entradas” e rarefação no topo da cabeça. Já nas mulheres, a queda costuma ser mais difusa, tornando o diagnóstico mais difícil nas fases iniciais.
Impacto emocional
Mais do que uma questão estética, a alopecia afeta diretamente a autoestima. Muitas pessoas relatam dificuldade de aceitação, isolamento social e até quadros de ansiedade ou depressão, especialmente quando a queda de cabelo se torna visível em regiões amplas do couro cabeludo.
Famosos também enfrentam o problema
O tema voltou a ganhar destaque recentemente após a apresentadora Xuxa Meneghel revelar que sofre de alopecia. O depoimento da artista acendeu discussões sobre o tabu da calvície feminina e reforçou a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Tratamento e cuidados
Embora a alopecia não tenha cura definitiva, há tratamentos eficazes que podem retardar ou estabilizar a queda dos fios, como o uso de medicamentos tópicos, orais, terapias a laser e até procedimentos como transplante capilar, dependendo do grau de evolução da condição.
O acompanhamento com um dermatologista é fundamental para identificar o tipo de alopecia e definir a melhor abordagem terapêutica.
