Adolescente de 16 anos mata tio ao derramar óleo quente em seu ouvido enquanto ele dormia em Goiás
Uma adolescente de 16 anos foi apreendida em Uruaçu, no norte de Goiás, suspeita de matar o próprio tio de 43 anos ao despejar óleo fervente em seu ouvido enquanto ele dormia, segundo informações da Polícia Civil. O crime chocante ocorreu no último dia 19 de março, e a vítima faleceu na sexta-feira (28), após dias internado em estado grave.
De acordo com as investigações, a jovem teria planejado o crime por causa de desentendimentos com o tio, que não aceitava as amizades da sobrinha, consideradas por ele como de “má índole”. A adolescente morava na mesma casa com a mãe, a avó e o tio.
Segundo a Polícia Civil, a adolescente aqueceu cerca de um litro de óleo até que ele atingisse fervura. Em seguida, ela derramou o líquido no ouvido do tio, que dormia no momento do ataque, impossibilitando qualquer chance de defesa.

O homem foi socorrido inicialmente no Hospital Estadual Centro Norte Goiano (HCN) e, devido à gravidade das queimaduras, transferido para o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia (Hugol), onde não resistiu e morreu nove dias após o crime.
Apreensão e investigação
A jovem foi apreendida no sábado (29) e encaminhada a uma unidade de internação. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Domênico Christus Doehler Rocha, a motivação teria sido mesmo o atrito entre os dois, agravado pela convivência familiar.
“Ele não concordava com companhias de pessoas, a seu juízo, de má índole”, afirmou o delegado ao portal g1.
Além da apreensão da menor, foram recolhidos o telefone dela e o de um possível cúmplice, que também pode ter envolvimento no caso.
Responsabilização e ato infracional
A adolescente poderá ser responsabilizada por ato infracional análogo ao crime de homicídio triplamente qualificado, devido à futilidade, à crueldade e ao uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Por ser menor de idade, ela poderá cumprir até três anos de internação, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A identidade da jovem não foi revelada, e até o momento, sua defesa não foi localizada para comentar o caso.
