Justiça mantém prisão de PM por morte de jovem que construiu réplica de avião da FAB em MT
A Justiça manteve, nesta segunda-feira (24), a prisão do tenente da Polícia Militar Elias Ribeiro da Silva, que também era diretor de uma escola cívico-militar em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá. Ele é acusado de assassinar o segurança Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, no domingo (23), em um bar da cidade.
Claudemir e seu irmão, Paulo Henrique Sá Ribeiro, ficaram conhecidos nacionalmente em 2019 após construírem, de forma artesanal, uma réplica da aeronave A-29 Super Tucano, da Força Aérea Brasileira (FAB), utilizando motor de Fusca, madeira, zinco e metalon.
Após audiência de custódia, a prisão em flagrante de Elias foi convertida em prisão preventiva. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também solicitou a expedição de mandado de busca e apreensão para verificar se o acusado possui outras armas em casa, além da quebra de sigilo telefônico.

O crime
Imagens de câmaras de segurança registraram o momento em que o policial, que dividia uma mesa com a vítima e outras pessoas, levanta-se, saca a arma e dispara à queima-roupa no peito de Claudemir. A vítima ainda tentou correr, mas caiu logo em seguida. Frequentadores do bar fugiram assustados.

Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta, mas foi localizado e preso pela polícia. Testemunhas acionaram o Samu, mas a vítima não resistiu e morreu no local.
Durante depoimento, Elias alegou que Claudemir seria membro de uma facção criminosa, motivo pelo qual o teria matado. No entanto, a Polícia Civil afirmou que não há qualquer indício de envolvimento da vítima com organizações criminosas.

Segundo uma funcionária do bar, Elias chegou ao local acompanhado de algumas mulheres, a quem ofereceu bebidas. Em determinado momento, elas teriam se deslocado para a mesa onde estavam Claudemir e seu irmão, o que pode ter motivado o crime.

O delegado responsável pelo caso, Ronaldo Binoti Filho, classificou a versão do PM como “fantasiosa”. Segundo ele, o disparo teria ocorrido “simplesmente pelo fato de o suspeito não ter sido correspondido pelas mulheres com quem estava”.
