Funcionário de frigorífico em Inhumas (GO) é preso por furto de pedra de vesícula avaliada em R$ 13,5 mil
Na última quinta-feira (9), um funcionário de um frigorífico em Inhumas, região metropolitana de Goiânia, foi preso pela Polícia Civil sob suspeita de furtar uma pedra de vesícula de boi, conhecida como pedra de fel, avaliada em aproximadamente R$ 13,5 mil. Segundo os investigadores, esse material raro pode atingir valores equiparados ao ouro devido à sua utilização na medicina tradicional chinesa.
A prisão ocorreu após a empresa onde o homem trabalhava registrar denúncias. A Polícia Civil, ao verificar as câmeras de segurança do estabelecimento, confirmou o furto. Durante a abordagem, os agentes localizaram a pedra no veículo do suspeito, que foi detido e autuado por furto qualificado.
Em depoimento, o funcionário confessou o crime e revelou que já havia furtado cálculos biliares de bovinos em outras ocasiões.
As pedras de fel são formações raras causadas pelo acúmulo de sais e cálcio na vesícula biliar de bovinos. Seu alto valor comercial se deve à demanda no mercado asiático, especialmente na medicina tradicional chinesa, onde são usadas no tratamento de diversas condições, como convulsões, desmaios e febres.
Elas são amplamente empregadas na composição de medicamentos tradicionais chineses e possuem pouca ou nenhuma aplicação no Brasil. Por isso, as pedras de fel são geralmente exportadas para a Ásia, onde alimentam a indústria farmacêutica.
O caso segue em investigação pela delegacia de Inhumas, que apura possíveis cúmplices e outros furtos semelhantes. O crime de furto qualificado pode acarretar pena de dois a oito anos de reclusão, além de multa, dependendo das circunstâncias e agravantes.
O episódio ressalta o valor incomum de subprodutos animais em mercados específicos e a necessidade de maior vigilância em locais onde esses materiais são manipulados.
