Google exibe preços incorretos para dólar e Bitcoin, gerando confusão entre brasileiros
Nesta quarta-feira (6), brasileiros que buscaram informações sobre as cotações do dólar e do Bitcoin no Google encontraram valores surpreendentemente altos. Segundo o buscador, o dólar estaria cotado a R$ 6,13 e o Bitcoin teria superado os R$ 456 mil, gerando preocupação entre os internautas. Contudo, especialistas apontam que essas informações estão incorretas.
A vitória de Donald Trump, que sacudiu os mercados financeiros, fez o Bitcoin alcançar um novo recorde em relação ao real, mas sem chegar aos valores exibidos pelo Google. De acordo com dados do TradingView, o Bitcoin está sendo negociado em torno de R$ 430 mil nas principais corretoras, como Binance e Bybit. A máxima real da criptomoeda nesta quarta-feira foi de R$ 438.899, registrada às 9h.
O erro parece estar afetando também a exibição do dólar. Dados do Google Trends indicam que mais de 500 mil pesquisas foram feitas sobre o dólar nesta manhã, com o termo Bitcoin logo em seguida, em razão das incertezas políticas nos Estados Unidos. No entanto, o Google exibe o dólar turismo a R$ 6,13, bem acima do valor comercial, que é de R$ 5,75, segundo plataformas como DolarHoje.
O problema, segundo a página de Finanças do Google, é que os dados de câmbio são fornecidos por fontes terceirizadas, como o Morningstar. Isso sugere que o erro pode estar no cálculo que combina o valor incorreto do dólar com a cotação do Bitcoin em dólares, inflacionando o valor final para o público brasileiro.
Além do Google, outros sites de monitoramento de preços também estão com inconsistências. O CoinMarketCap, por exemplo, exibe o Bitcoin a R$ 455 mil e a stablecoin USDC a R$ 6,12, valores discrepantes dos reais. Dados de plataformas como MercadoCripto indicam que o Bitcoin está sendo negociado entre R$ 426 mil e R$ 429 mil nas corretoras brasileiras e estrangeiras.
Esses erros de exibição nas plataformas, que captam informações de câmbio de terceiros, estão causando apreensão entre investidores e usuários, que aguardam um ajuste nas cotações para uma visão mais precisa do mercado financeiro.
