Ibovespa sobe com exterior e IPCA-15 abaixo da expectativa; dólar cai
O Ibovespa avançava nos primeiros negócios desta terça-feira (27), em meio a um cenário externo relativamente positivo, com queda nos rendimentos dos Treasuries.
Enquanto isso, no Brasil, o IPCA-15 avançou 0,78% em fevereiro, patamar menor do que o esperado por economistas.
Por volta das 10:20, o Ibovespa subia 0,95%, a 130.836,58 pontos. Já o dólar, caia 0,17%, cotado a R$ 4,9714.
“O mercado acaba reagindo com uma baixa do dólar porque entende que uma leitura inflacionária mais alta no mês de fevereiro, tal como esta é… pode servir para que o Banco Central observe com cautela o cenário inflacionário brasileiro e talvez busque reajustar a estratégia para os cortes na taxa básica de juros Selic”, disse Leonel Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.
A moeda norte-americana, além de repercutir os mesmos dados que a bolsa paulista, recuava em linha com a fraqueza da divisa norte-americana no exterior antes do índice de preços PCE, o favorito do Federal Reserve para medir a inflação; e em meio à alta das commodities.
Essa leitura virá depois que, recentemente, dados mostraram sinais de resiliência da atividade e da inflação na maior economia do mundo, levando os mercados a adiarem apostas sobre o início do afrouxamento monetário nos EUA.
Ao mesmo tempo, ajudando o real, os contratos futuros do minério de ferro saltaram nesta terça-feira, apoiados por esperanças de recuperação da demanda na China, principal mercado consumidor do minério, e por um possível imposto de exportação sobre o minério de ferro indiano de baixa qualidade.
A moeda brasileira é muito sensível aos preços dessa commodity, uma vez que o minério de ferro é um dos principais componentes da pauta de exportação nacional.
Na véspera, o Ibovespa encerrou o dia com valorização de 0,15%, aos 129.609 pontos. E após voltar a se aproximar do patamar de R$ 5, o dólar perdeu força ante o real e fechou o dia com perda de 0,23%, negociado a R$ 4,982, na primeira sessão de queda após três altas seguidas.
O Banco Central fará nesta sessão leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de abril de 2024.
