Presidente eleito da Colômbia anuncia fim de negociações com grupos armados

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou que encerrará todos os diálogos em andamento entre o governo e grupos armados ilegais quando assumir o cargo, em 7 de agosto. Segundo ele, a prioridade da nova gestão será reforçar a segurança e combater organizações criminosas.
Em publicação nas redes sociais, De la Espriella afirmou que também extinguirá o cargo de comissário para a paz, alegando que sua administração não manterá processos de negociação com grupos ilegais.
Governo promete mudanças na política de segurança
O presidente eleito declarou que pretende desmontar o que classificou como um sistema de impunidade e afirmou que não fará concessões a guerrilhas e organizações ligadas ao narcotráfico.
Há duas semanas, De la Espriella estabeleceu um prazo de um mês para que integrantes de grupos armados se entreguem à Justiça. Segundo ele, as medidas adotadas pelo atual governo não produziram os resultados esperados no processo de desarmamento.
Estrutura da Presidência será reduzida
Outra medida anunciada pelo presidente eleito é a extinção da assessoria presidencial para a paz. A mudança faz parte de um plano para eliminar mais de 200 cargos na Presidência da República.
De la Espriella afirma que a reestruturação permitirá reduzir gastos públicos. Algumas atribuições atualmente ligadas à Presidência deverão ser transferidas para os ministérios do Interior e da Defesa.
JEP também será alvo de mudanças
Durante a campanha, o presidente eleito também anunciou que pretende extinguir a Jurisdição Especial para a Paz (JEP), criada após o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
A JEP é responsável por julgar crimes relacionados ao conflito armado colombiano e investiga violações graves de direitos humanos cometidas por diferentes grupos envolvidos na guerra.
