Polícia Civil conclui investigação de feminicídio no Tocantins e revela detalhes do crime
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou um feminicídio ocorrido em Arraias, no sudeste do Tocantins. A investigação confirmou que a vítima foi morta pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. O caso reforçou o alerta das autoridades para a importância da denúncia precoce de situações de violência doméstica.
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A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação de um feminicídio em Arraias e confirmou que a vítima foi assassinada pelo ex-companheiro em um contexto de violência doméstica e familiar. O inquérito foi finalizado nesta sexta-feira (3) pela 105ª Delegacia de Polícia do município.
Segundo a investigação, o homem não aceitava o término do relacionamento e perseguia a vítima mesmo após a separação.
investigação de feminicídio em Arraias
As investigações apontaram que o relacionamento era marcado por discussões frequentes, comportamento agressivo e perseguições.
Além disso, o inquérito revelou que o investigado procurava a vítima repetidamente, inclusive no ambiente de trabalho, demonstrando inconformismo com o fim da relação.
Após reunir depoimentos, laudos periciais e outras provas, a Polícia Civil concluiu que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica.
Crime aconteceu após fim do relacionamento
De acordo com a investigação, o casal estava separado havia cerca de dois meses quando o crime ocorreu, em 20 de novembro de 2025.
Naquele dia, a vítima foi até a antiga residência onde morava com o ex-companheiro.
Como familiares estranharam a falta de contato, decidiram ir até o imóvel. Ao chegarem ao local, encontraram os dois caídos na cozinha da residência.
A perícia confirmou que a mulher morreu após sofrer múltiplos golpes de faca. Em seguida, o autor tirou a própria vida com um disparo de arma de fogo.
Polícia Civil reforça importância da denúncia
Segundo a delegada Melícia Resende Rocha Ganzaroli de Ávila, responsável pela investigação, muitos casos de violência contra a mulher começam de forma silenciosa.
Por isso, ela alerta que ameaças, perseguições, controle excessivo e agressões psicológicas não devem ser ignorados.
Além disso, a delegada destacou que a denúncia precoce pode impedir que situações de violência evoluam para crimes mais graves.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências legais.
Canais de denúncia ajudam a proteger vítimas
A Polícia Civil reforça que casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, pelo 190 em situações de emergência, pelo 197 da Polícia Civil ou por meio da Delegacia Virtual.
Além disso, vítimas também podem solicitar medidas protetivas pelo aplicativo Salve Mulher, desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública do Tocantins. A ferramenta também permite registrar denúncias, inclusive de forma anônima, e oferece orientações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher.
