A dengue está fora de controle? Aumento de 230% em 1 mês liga o sinal de perigo
O avanço da dengue em Santa Catarina acendeu um alerta vermelho entre autoridades e profissionais da saúde. Somente em setembro, os casos prováveis da doença saltaram de 423 para 1.403, um aumento de 230% em apenas um mês. Os números confirmados chegam a 17.859 no estado em 2025, indicando que o risco de surtos maiores está cada vez mais presente.
Esse crescimento acelerado coincide com um período de fortes chuvas e elevação das temperaturas, combinação que favorece a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O clima cria condições perfeitas para o acúmulo de água em recipientes, o que transforma qualquer espaço em um criadouro do vetor.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) intensificou o Plano de Contingência para arboviroses, com foco no monitoramento e no controle do mosquito. O objetivo é reduzir o impacto da doença e preparar o sistema para atender a possível explosão de casos nos meses mais quentes.

As estratégias de combate que já estão em ação
A resposta das autoridades não demorou a acontecer. Em 2025, a SES reestruturou suas diretrizes de prevenção e lançou um conjunto de novas tecnologias voltadas ao combate das arboviroses urbanas. Entre as iniciativas estão oficinas regionais para atualização dos planos de contingência e treinamentos específicos para agentes de saúde, especialmente em cidades com maior incidência de casos.
Um exemplo é a técnica de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), aplicada em locais de grande circulação de pessoas. Essa medida utiliza inseticida residual para reduzir a presença do mosquito dentro de casas e ambientes comunitários, criando uma barreira protetora contra a proliferação do vetor. Até o momento, 280 técnicos já foram capacitados em 13 regionais de saúde, e mais 120 deverão ser treinados até o fim de outubro.
Além disso, Santa Catarina vai sediar em novembro o III Seminário Estadual de Arboviroses, que reunirá especialistas nacionais e gestores municipais. O encontro será uma oportunidade para compartilhar boas práticas e fortalecer a rede de enfrentamento contra a dengue, ampliando a integração entre estado, municípios e profissionais de saúde.
A responsabilidade da população no enfrentamento da dengue
Embora as ações governamentais sejam fundamentais, especialistas lembram que o papel da população é decisivo para controlar a disseminação da doença. Grande parte dos focos do mosquito está dentro das próprias residências, em locais simples como pratos de plantas, caixas d’água destampadas e objetos abandonados nos quintais.
Medidas preventivas básicas, como manter lixeiras tampadas, eliminar recipientes que acumulem água e higienizar vasilhas de animais semanalmente, fazem enorme diferença no combate ao vetor. Até piscinas e lagos ornamentais precisam ser tratados corretamente, já que podem se transformar em criadouros do mosquito em poucos dias.
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O enfrentamento da dengue, portanto, depende de uma combinação de esforços. Enquanto o poder público intensifica o monitoramento e capacita profissionais, cabe aos cidadãos agir diariamente dentro de suas casas. Somente com essa união será possível frear o avanço da doença e evitar que os números alarmantes se transformem em uma crise ainda mais grave nos próximos meses.
