Presidente do BNDES afirma que nenhuma empresa afetada por tarifas dos EUA ficará para trás
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reafirmou nesta terça-feira (23) que nenhuma empresa brasileira impactada pelas tarifas dos Estados Unidos ficará sem apoio. “Já aprovamos R$ 1,5 bilhão em crédito com recursos do Plano Brasil Soberano. Nenhuma empresa impactada ficará para trás”, disse ele a jornalistas após o seminário “Direito, democracia e crédito: construindo um desenvolvimento sustentável e equitativo”, realizado no Rio de Janeiro.
Segundo Mercadante, o banco vai operar R$ 40 bilhões em crédito — sendo R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões de recursos próprios. Terão acesso aos recursos empresas de todos os portes que foram prejudicadas pela tarifa de 50% e cuja receita bruta com exportações aos EUA represente ao menos 5% do total apurado entre julho de 2024 e junho de 2025.
Mercadante afirmou esperar que as dificuldades sejam superadas no diálogo aberto pelo presidente Donald Trump, destacando que as tarifas foram impostas “de forma unilateral e sem critério de racionalidade econômica”. Ele ressaltou que o Brasil está empenhado em mitigar os impactos e recuperar a competitividade das empresas nacionais.

O presidente do BNDES também comentou a instalação da comissão no Congresso Nacional para tramitação da Medida Provisória (MP) que cria o Plano Brasil Soberano. O programa prevê financiamento para capital de giro, investimentos em adaptação produtiva, compra de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
Para Mercadante, a crise pode se transformar em uma oportunidade para o país. “A ApexBrasil mapeou espaços em que podemos substituir exportações americanas. Vamos convidar importadores dos EUA para tentar repactuar contratos e buscar novos mercados mapeados”, afirmou.
