No café, almoço e jantar; fruta querida por brasileiros despenca o preço em 21% e consumidores estão rindo à toa
Poucas frutas são tão versáteis e populares quanto a manga. Presente no café da manhã, nas sobremesas do almoço e até em sucos refrescantes no jantar, ela é a queridinha de milhões de brasileiros. E agora, quem gosta dessa delícia tropical tem um motivo a mais para sorrir: o preço caiu quase 21% em agosto, segundo o IBGE.
Essa queda surpreendeu até mesmo especialistas, já que representa a maior baixa mensal desde setembro de 2007. Em algumas cidades, como Belo Horizonte, a redução foi ainda mais expressiva, ultrapassando os 30%. Para os consumidores, o momento é perfeito para encher a mesa com a fruta, sem pesar no bolso.
E não é só a manga que ficou mais barata. Outras categorias de alimentos também registraram deflação, como carnes e frutas em geral, ajudando a reduzir o impacto da inflação sobre a alimentação no domicílio.

Trump, tarifas e o reflexo no preço da manga no Brasil
A explicação para a queda histórica não está apenas no aumento da safra. Desta vez, o fator decisivo foi a guerra comercial com os Estados Unidos. Isso porque o governo de Donald Trump incluiu a manga na lista de produtos brasileiros sujeitos a sobretaxas. Resultado: muitas frutas que seriam exportadas ficaram disponíveis no mercado interno.
Essa maior oferta fez os preços despencarem em várias capitais, com destaque para São Paulo, onde a redução foi de quase 10%, e Belo Horizonte, com impressionantes 31%. A consequência direta foi um alívio para os consumidores, que passaram a pagar bem menos pela fruta.
Segundo especialistas, essa movimentação reforça como decisões internacionais podem afetar o bolso dos brasileiros de forma inesperada. Se, por um lado, exportadores sofrem com barreiras, por outro, os consumidores internos podem se beneficiar com preços mais baixos.
Brasileiros aproveitam, mas produtores ficam em alerta
Enquanto os consumidores aproveitam a queda no preço da manga, o setor produtivo olha para o futuro com cautela. Isso porque, com o excesso de oferta e dificuldades em exportar, muitos produtores temem prejuízos, chegando até a cogitar que parte da produção possa ser perdida ainda nos pomares.

O risco de desperdício foi levantado em julho, quando já se falava em frutas “sobrando no pé” diante da indefinição no comércio internacional. Embora a queda no preço seja positiva para quem compra, ela pode representar um desafio econômico para quem produz.
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Mesmo assim, para o consumidor brasileiro, o cenário é motivo de festa. Com o preço em baixa, nunca foi tão fácil colocar manga no cardápio diário, seja em sucos, saladas, sobremesas ou simplesmente in natura. O momento é de aproveitar, pois a tendência pode mudar rapidamente nos próximos meses.
