Esclarecimento sobre taxa de uso do Rio Araguaia: cobrança afeta apenas acampamentos prolongados
Nas últimas 48 horas, circulou amplamente em grupos de WhatsApp um vídeo onde um advogado alertava sobre uma suposta taxa de R$ 500 para visitantes que desejam desfrutar das belezas do Rio Araguaia durante a alta temporada. Contudo, uma investigação da Rápidas revelou que a realidade é diferente do que foi apregoado.
A cobrança em questão está relacionada unicamente a acampamentos que excedem um período de um mês às margens do rio. O Araguaia, sendo um rio navegável que banha diversos estados, é considerado propriedade da União, o que assegura à Superintendência do Patrimônio da União (SPU) a competência para a regulamentação de sua utilização.

Os objetivos da taxa são claros: evitar a degradação ambiental provocada por acampamentos irregulares e impedir a ocupação prolongada em áreas de preservação ambiental. Em entrevista, a titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis, ressaltou que o governo de Goiás não implementa cobranças para visitantes.
“A Semad recomenda práticas adequadas de acampamento, como a correta destinação de resíduos, cuidados com a fauna e flora, e o respeito integral ao meio ambiente. O Governo do Estado de Goiás reafirma que nunca cobrou nem cobrará taxas para quem aproveita a temporada do Araguaia”, afirma a secretária.
Portanto, os amantes do Rio Araguaia podem continuar a desfrutar de suas margens e belezas naturais, com a ressalva de que é fundamental respeitar as normas estabelecidas para a preservação do meio ambiente.
