PM, advogado e empresário são alvo de operação contra agiotagem em Porto Alegre RS
A Corregedoria-Geral da Brigada Militar e a Polícia Civil deflagraram uma ofensiva contra extorsões e agiotagem em Porto Alegre e Cachoeirinha. Nesta quinta-feira (6), são cumpridos mandados de prisão temporária contra um policial militar, um advogado e um empresário. O primeiro alvo foi detido, enquanto os outros dois ainda não foram encontrados.
A investigação começou no final do ano passado, após denúncias de uma moradora de Xangri-Lá, no Litoral Norte. A mulher, que é dona de uma imobiliária, alegou ter sofrido ameaças de tortura após ter feito um empréstimo de R$ 300 mil junto ao empresário. Ela disse ter quitado a dívida por R$ 600 mil, mas isso não teria sido o bastante para cessar a perseguição.
Ainda segundo a vítima, no início de novembro, um soldado da BM foi ao estabelecimento e cobrou a transferência de mais R$ 250 mil. Ele ameaçava atear fogo no local caso o valor não fosse depositado.

O PM teria enviado para a mulher uma conta de Pix para receber os valores. Na mesma ocasião, durante a madrugada, por volta das 4h a loja dela foi alvo de disparos de arma de fogo. Aproximadamente uma hora depois, a vítima recebeu novas mensagens com intimidações.
Nesta manhã, o policial foi localizado em casa, na zona Norte de Porto Alegre. Quando percebeu que seria detido, ele efetuou disparos de arma de fogo contra o próprio celular. O homem já havia sido preso em 2019, por extorquir comerciantes em Alvorada, mas acabou sendo solto por decisão da Justiça Militar.
