Motorista de ônibus que atropelou idosa em Curitiba é denunciado por homicídio culposo
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou por homicídio culposo o motorista de ônibus Altamir Cesar do Nascimento, acusado de atropelar uma senhora na canaleta do expresso em Curitiba, em 2022.
O caso aconteceu no início da tarde do dia 26 de dezembro. Uma câmera de monitoramento instalada na parte de dentro do biarticulado registrou a ação do motorista no momento do atropelamento.

O motorista buzinou, tentou desviar, mas não consegue evitar a batida. Benvinda Branco da Silveira Bialli, de 67 anos, tinha acabado de descer da estação tubo e iria atravessar a canaleta. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu.
Conforme as investigações, o motorista ultrapassava um outro biarticulado parado no mesmo sentido da via quando atingiu a idosa.
O homicídio culposo, crime pelo qual o motorista foi denunciado, se dá quando não há intenção, mas se assume o risco de matar.
Segundo a denúncia, o motorista agiu com imprudência e negligência e manteve a velocidade de 60 km/h para ultrapassar o outro ônibus, deixando de reduzir consideravelmente a velocidade.
Atropelamento foi a 200 metros de casa
A estação tubo de onde Benvinda tinha acabado de descer fica a cerca de 200 metros de casa. Marcos Hammerschimidt, filho único da vítima, relembra que naquele dia a mãe estava trabalhando e disse que demoraria a chegar em casa.
“Ia começar a chover e aí eu olhei para a casa e vi que as janelas estavam abertas. Naquele dia eu fechei, e ela não chegava… Deu 13h30 e nada, 14h nada. Aí, às 15h vieram me passar a notícia que ela havia falecido por um atropelamento. Ela era uma pessoa super ativa, acordava cedo, ela tinha acabado de completar 67 anos, ela se virava sozinha…”
Donizetti Aleixo da Silva, um dos advogados que representa a família de Benvinda, disse esperar que a empresa para a qual o acusado trabalhava, a Sorriso, se responsabilize pela atuação do “motorista que cometeu um erro drástico”.
O advogado Rodrigo Cunha, que também representa a família, afirmou que a empresa em momento algum entrou em contato com a família desde dezembro de 2022.
“Portanto, nós estaremos entrando com uma ação indenizatória para tentar ressarcir um pouco esse sofrimento causado à família e quem sabe conscientizar a empresa de ônibus e outros motoristas para que assim não procedam”, disse.
Procurado, o motorista preferiu não se manifestar por não ter conhecimento do processo ou da denúncia. A empresa Sorriso, onde o funcionário trabalhava na época do atropelamento, disse que ele ainda não foi intimado.
