Governo russo diz ser ‘mentira’ que tenha ordenado o assassinato do chefe do grupo Wagner
O governo da Rússia afirmou, nesta sexta-feira (25), que são falsos os rumores de que tenha ordenado o assassinato do chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, que morreu em um acidente de avião dois meses depois de sua rebelião armada.
“Há muita especulação a respeito do acidente de avião e da trágica morte dos passageiros, incluindo Yevgeny Prigozhin […] Tudo isto é uma completa mentira”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, aos jornalistas.
Prigozhin e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tinham uma relação próxima até o dia 23 de julho, quando um motim do grupo paramilitar exigiu a renúncia do ministro da Defesa, Serguei Shoigu, e homens da organização mercenária partiram em marcha para Moscou.

O caso foi tratado por Putin como traição, e a relação com o líder do grupo Wagner foi abalada.
O atrito entre o governo russo e a organização e meses depois a morte de Prigozhin em uma queda de um avião sem uma causa clara levantaram suspeitas sobre o envolvimento do presidente russo.
EUA, França e Alemanha não descartam o envolvimento de Putin no caso.
