Ponte de R$ 92 milhões será reconstruída após apenas 18 anos no Tocantins; entenda os motivos

Laudos técnicos apontaram danos irreversíveis na ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235. A estrutura permanecerá interditada e será totalmente reconstruída.
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A ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, será totalmente reconstruída após apenas 18 anos de uso. Laudos técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluíram que a estrutura sofreu danos irreversíveis, tornando inviável qualquer reforma capaz de garantir a segurança dos usuários.
Por que a ponte da BR-235 será reconstruída?
O DNIT confirmou que a ponte permanecerá interditada após estudos técnicos identificarem comprometimento estrutural nas fundações. Além disso, os especialistas concluíram que os danos são permanentes e impedem uma recuperação segura da obra.
A travessia liga os municípios de Pedro Afonso e Tupirama e tem papel estratégico para o transporte de pessoas, mercadorias e da produção agrícola da região. Por isso, a interdição tem provocado impactos diretos na logística do estado.
A estrutura está fechada desde 21 de maio de 2026, enquanto equipes técnicas realizam estudos e definem os próximos passos para a reconstrução.
Laudos apontaram danos irreversíveis na ponte
Os estudos conduzidos pelo IPT identificaram duas patologias químicas consideradas graves: a reação álcali-agregado e a formação de etringita tardia. Essas reações deterioraram o concreto das fundações e comprometeram a estabilidade dos 24 pilares da ponte.
Além das análises laboratoriais, o DNIT realizou testes de carga extrema em julho de 2026. Caminhões com peso total de 360 toneladas passaram pela estrutura para avaliar sua resistência.
Durante os testes, os técnicos verificaram deformações permanentes. Depois da retirada da carga, a ponte não retornou à posição original, confirmando que parte da estrutura perdeu sua capacidade de suportar esforços com segurança.
Dessa forma, os engenheiros descartaram a possibilidade de uma simples recuperação estrutural.
Ponte foi inaugurada em 2007 e custou R$ 92,7 milhões
A estrutura, oficialmente denominada Ponte Prefeito Leôncio Miranda, foi inaugurada em dezembro de 2007. Na época, a obra recebeu investimentos de R$ 92,7 milhões, em uma parceria entre o Governo do Tocantins e a União.
Com apenas 18 anos de utilização, a necessidade de reconstrução chama atenção pelo curto período de vida útil, já que pontes desse porte costumam ser projetadas para durar várias décadas quando recebem manutenção adequada.
Tráfego segue interditado e região opera em emergência
Atualmente, a ponte permanece fechada para todos os tipos de veículos. Enquanto isso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) mantém a fiscalização para impedir o acesso à estrutura.
Ao mesmo tempo, o Governo do Tocantins autorizou a operação emergencial de balsas para garantir a travessia entre Pedro Afonso e Tupirama. Ainda assim, produtores rurais, transportadoras e moradores enfrentam dificuldades diárias.
Em razão dos prejuízos causados ao escoamento da produção do Matopiba, a Prefeitura de Pedro Afonso decretou situação de emergência por 180 dias.
Quais são as rotas alternativas?
Os motoristas devem seguir pela BR-153 até Guaraí. Em seguida, precisam acessar a TO-239 em direção a Tupiratins, realizar a travessia por balsa até Itapiratins e continuar pela TO-239 até Itacajá.
Depois disso, o trajeto segue pela BR-010 até Santa Maria do Tocantins, de onde é possível acessar a TO-010 com destino a Pedro Afonso.
Embora o percurso seja mais longo, ele permanece como a principal alternativa para o deslocamento terrestre na região.
Existe previsão para liberar veículos leves?
O DNIT informou que fará uma nova avaliação técnica em aproximadamente 15 dias para verificar a possibilidade de liberar apenas carros e motocicletas.
No entanto, qualquer liberação dependerá da execução prévia de reforços emergenciais e de novas inspeções que comprovem condições mínimas de segurança. Até lá, a interdição total continua em vigor.
