A professora Valéria de Castro Alves, que morreu após lutar contra um câncer de pulmão, deixou uma marca na educação infantil de Araguaína e emocionou o país ao compartilhar o sonho de ver os filhos crescerem. O marido relembrou a personalidade da educadora e contou como ela transformou a vida da família.
A história de Valéria de Castro Alves sensibilizou milhares de pessoas após a divulgação de um depoimento em que ela dizia sonhar em acompanhar o crescimento dos filhos. No entanto, para familiares e amigos, a professora era muito mais do que a mulher que enfrentou um câncer de pulmão.
Segundo o marido, Emersom Castro, Valéria era doce, determinada e tinha uma personalidade marcante. Além disso, era a pessoa que mantinha o equilíbrio da família.
Ao relembrar a esposa, Emersom contou que Valéria tinha um jeito carinhoso, mas também firme quando necessário.
“Era doce e, ao mesmo tempo, tinha uma personalidade forte. Ela era o termômetro da casa. Sempre teve um lado espoleta, enquanto eu era mais tranquilo. Ela trazia equilíbrio para a nossa família”, afirmou.
Segundo ele, a professora deixa como maior legado os dois filhos e a dedicação com que cuidava das crianças dentro e fora da sala de aula.
Paixão pela educação marcou a trajetória
Valéria construiu praticamente toda a vida profissional em Araguaína.
Durante mais de 20 anos, trabalhou na educação infantil. Nesse período, lecionou no Educandário Objetivo e também atuou com crianças na Quarta Igreja Batista.
Além disso, familiares destacam que ela sempre enxergou a educação como uma missão.
Relato sobre os filhos emocionou milhares de pessoas
Enquanto enfrentava o tratamento contra o câncer, Valéria compartilhou um dos momentos mais emocionantes da doença.
Ela revelou que o maior sonho era voltar a pegar o filho caçula no colo e acompanhar o crescimento dos dois meninos.
O depoimento ganhou grande repercussão nas redes sociais e comoveu internautas em todo o país.
Luta contra o câncer durou mais de um ano
O diagnóstico de câncer de pulmão ocorreu em maio de 2025, quando a doença já estava no estágio quatro.
Inicialmente, um novo medicamento reduziu o principal nódulo de 11 para 4 centímetros. No entanto, a resposta positiva durou pouco. Depois disso, a doença voltou a avançar e atingiu o cérebro, comprometendo o sistema nervoso da professora.
Durante o tratamento, Valéria também precisou interromper a amamentação do filho Samuel, de apenas 2 anos.
Família se despede de Valéria de Castro
Natural do Maranhão, Valéria escolheu Araguaína para construir a vida ao lado da família.
Ela morreu no último domingo (12), deixando o marido, Emersom Castro, e os filhos Arthur, de 9 anos, e Samuel, de 2.
O sepultamento ocorreu na segunda-feira (13), no Cemitério Jardim das Paineiras, em Araguaína.
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