O Tocantins foi um dos destaques no encerramento do primeiro ciclo de incubação do Laboratório de Tecnologias Sociais (LABTS), em Brasília. A iniciativa evidenciou o protagonismo de mulheres indígenas e quilombolas, a valorização do artesanato em capim-dourado e o fortalecimento da economia criativa baseada nos saberes tradicionais.
O Tocantins conquistou visibilidade nacional durante o encontro de encerramento do primeiro ciclo de incubação do Laboratório de Tecnologias Sociais (LABTS), realizado em Brasília. A iniciativa é promovida pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria com a Fundação Banco do Brasil. Além disso, o evento reuniu representantes de diferentes regiões do país, pesquisadores, mentores e equipes técnicas envolvidas no desenvolvimento das tecnologias sociais.
Representantes destacam cultura e tradição do Tocantins
Representando o estado, participaram a idealizadora da Tecnologia Social Mulheres Empreendedoras da Amazônia, Núbia Dourado, a mestra artesã quilombola Durvalina Ribeiro e a artesã indígena Suelene Xerente. Com isso, o Tocantins evidenciou a força de seus saberes tradicionais e o protagonismo das comunidades indígenas e quilombolas.
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Além de fortalecer a identidade cultural, a participação das representantes mostrou como a ancestralidade pode contribuir para soluções sociais voltadas ao desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, a valorização da cultura também impulsiona a geração de renda e o fortalecimento das comunidades.
Durante o encontro, a exposição de peças confeccionadas com capim-dourado chamou a atenção dos participantes. Ao mesmo tempo, o artesanato tocantinense despertou interesse pela riqueza cultural do estado. Assim, as obras evidenciaram o talento das artesãs e a importância da preservação dos conhecimentos tradicionais.
Projeto impulsiona bioeconomia e economia criativa
A Tecnologia Social Mulheres Empreendedoras da Amazônia atua na valorização dos saberes ancestrais, da cultura, da bioeconomia e da economia criativa. Além disso, desenvolve ações com mulheres indígenas e quilombolas do Tocantins, incentivando atividades ligadas ao capim-dourado, ao buriti, às sementes, ao audiovisual e à comercialização justa.
Entre as iniciativas, destacam-se oficinas de formação, feiras culturais, cadastramento de artesãs em plataformas digitais e a produção de uma websérie documental. Dessa forma, o projeto aproxima tradição e inovação, ampliando oportunidades para os territórios envolvidos.
Fundação Banco do Brasil reforça importância das tecnologias sociais
Durante o encerramento, o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Catelo, destacou a importância das tecnologias sociais para o desenvolvimento do país. Além disso, lembrou que a instituição completa 40 anos de atuação e acumula mais de duas décadas de incentivo a iniciativas desse segmento.
Segundo Catelo, o processo de incubação representa uma troca permanente de conhecimentos. Ou seja, enquanto as organizações recebem apoio técnico, a Fundação e seus parceiros também aprendem com as experiências construídas pelas comunidades.
Por isso, o presidente ressaltou que a sistematização dessas práticas permite ampliar seus impactos e favorecer a reaplicação das metodologias em diferentes regiões do Brasil.
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LABTS seguirá acompanhando os projetos
O encerramento do primeiro ciclo representa uma etapa importante para as iniciativas participantes. No entanto, o trabalho do LABTS continuará nos próximos meses. A partir de agora, o laboratório seguirá oferecendo suporte para o aprimoramento e a reaplicação das tecnologias sociais incubadas.
No caso do Tocantins, essa participação reafirma o protagonismo de um estado marcado pela diversidade cultural e pela presença de povos indígenas, comunidades quilombolas, mestres da cultura popular e artesãs. Além disso, fortalece a visibilidade nacional das iniciativas desenvolvidas nos territórios tradicionais.
A presença de Durvalina Ribeiro e Suelene Xerente simboliza essa herança ancestral. Ao mesmo tempo, demonstra que tradição, cultura e inovação podem caminhar juntas para promover autonomia, inclusão social e geração de renda.
Por fim, o encerramento desta etapa amplia a presença do Tocantins no cenário nacional das tecnologias sociais. Assim, o estado apresenta ao Brasil uma experiência que integra cultura, economia criativa, bioeconomia e inovação social, reforçando o potencial transformador dos saberes tradicionais.
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